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Reilly Opelka quebra jejum em Masters 1000 e mira retorno ao topo com saque como trunfo

Após quase dois anos longe dos grandes palcos, Reilly Opelka vence em Miami e aposta no poder do saque para retomar a forma que o levou ao top 20.

De volta ao circuito principal após um longo período afastado por lesões, o norte-americano Reilly Opelka deu um passo importante em sua retomada no Miami Open 2025. Em sua primeira vitória em Masters 1000 desde 2022, ele superou o compatriota Christopher Eubanks em sets diretos, comemorando não apenas o resultado, mas também o progresso físico que vem conquistando após a cirurgia no punho e outras complicações no braço.

Aos 27 anos, o ex-número 17 do mundo — hoje ocupando a 114ª posição no ranking da ATP — reconhece que o cenário do tênis mudou bastante durante seu tempo fora, especialmente em relação às condições de jogo. “As bolas estão diferentes, mais lentas. Por isso, grandes sacadores como eu estão precisando jogar muito mais do que antes”, analisou. Apesar disso, ele mantém o foco em sua maior arma: o saque.

“Preciso ser um dos melhores do mundo nesse fundamento, como era nos meus melhores momentos, entre 2021 e 2022. A devolução, o deslocamento, claro que ajudam, mas se eu não estiver sacando em alto nível, isso não faz diferença no meu jogo”, comentou com franqueza. Opelka chegou a disputar um torneio challenger na semana anterior justamente para ganhar ritmo e testar sua condição física em partidas exigentes.

Na vitória sobre Eubanks, o gigante de quase 2,10m mostrou que está retomando sua confiança em pontos decisivos, destacando que conseguiu se impor nos momentos mais apertados. “Esses jogos se decidem em detalhes. Hoje fui melhor nos pontos importantes, consegui breakpoints porque fui mais agressivo nas horas certas.”

Mesmo com a boa atuação, ele admite que ainda não atingiu o nível desejado e que o caminho até o top 100 passa, antes de tudo, por recuperar seu saque de elite. “Quero chegar a uma média de 75% ou mais de acerto no primeiro serviço. Meu objetivo é sacar tão bem que eu possa jogar com dois primeiros saques, e não depender de um segundo.”

Reilly Opelka ainda busca constância, mas sua postura deixa claro que ele sabe o que precisa fazer para voltar ao grupo dos melhores. E se o braço continuar respondendo bem, o tênis masculino pode em breve ver novamente o americano como um dos principais nomes entre os grandes sacadores do circuito.

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Paulo Alexandre

Apaixonado por tênis, trazendo notícias, análises e novidades do circuito mundial. 🎾

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