Em entrevista na Espanha, Rafael Nadal refletiu sobre o impacto do Big 3 na história do tênis e reconheceu o potencial das novas gerações para ultrapassar os feitos dele, Federer e Djokovic.
Durante participação em um evento na Espanha nesta sexta-feira, Rafael Nadal falou com a serenidade de quem vive os capítulos finais de uma das maiores carreiras da história do esporte. Ao canal Movistar+, o espanhol comentou sobre o legado do Big 3 — formado por ele, Roger Federer e Novak Djokovic — e destacou a força da nova geração, apontando Carlos Alcaraz e Jannik Sinner como os nomes mais promissores da atualidade.
Para Nadal, os recordes e conquistas que marcaram a era do Big 3 não são imbatíveis. Pelo contrário, fazem parte do ciclo natural do esporte. “As coisas existem para serem superadas”, afirmou, ao destacar a evolução de Alcaraz e Sinner. “Agora há dois jogadores claramente acima dos outros. E fomos nós três por tempo demais, mas essa exigência entre nós foi o que moldou nossas carreiras”, completou o espanhol.
Com 22 títulos de Grand Slam no currículo, Nadal reconhece que a rivalidade histórica com Federer e Djokovic elevou o tênis a um novo patamar, tanto técnica quanto emocionalmente. Mas acredita que os novos talentos não apenas têm potencial, como já estão trilhando esse caminho. A vitória de Sinner no Australian Open 2024 e a precocidade impressionante de Alcaraz são os maiores exemplos disso.
Aos 37 anos, Nadal também falou sobre os planos para o futuro e a preparação para a aposentadoria, algo que vem sendo construído com cuidado nos bastidores. “Não sou do tipo que gosta de ficar parado. Tive a sorte de contar com uma equipe e uma família que me ajudaram a planejar essa transição. A academia é um projeto vital para mim, estamos expandindo, e isso vai continuar exigindo tempo e dedicação”, explicou.
Além da academia, Nadal também mantém ativa sua fundação e acaba de inaugurar uma nova unidade de sua rede de hotéis, desta vez em Punta Cana, no México. Mesmo longe das quadras por conta das lesões que o afastaram do circuito nos últimos meses, o espanhol mostra que continua comprometido com o crescimento do esporte e com sua atuação fora das linhas.
Com sua elegância característica, Nadal reforça que, embora o Big 3 tenha escrito um capítulo histórico no tênis, a história não para de ser escrita. E, ao que tudo indica, ele está pronto para passar o bastão — com orgulho e um olhar atento ao futuro.