Às vésperas de estrear no Miami Open, Novak Djokovic revela insatisfação com seu desempenho e admite que só o saque tem sustentado seu jogo em meio à sequência de resultados negativos.
A preparação de Novak Djokovic para o Miami Open 2025 ganhou contornos de apreensão após declarações feitas durante um de seus treinos no torneio. O sérvio, que enfrenta o australiano Rinky Hijikata nesta sexta-feira, demonstrou frustração com seu nível atual e lançou um alerta preocupante para sua equipe. “Hoje em dia, só sacar muito bem me salva, é a única coisa que me permite competir”, desabafou Djokovic ao lado de seus treinadores.
A afirmação chama atenção pelo momento que vive o número 1 do mundo. Após um início de temporada abaixo do esperado, Djokovic chega a Miami pressionado por resultados. Ele foi eliminado na estreia do Masters 1000 de Indian Wells por Botic van de Zandschulp e também caiu precocemente no ATP 250 de Doha. São três derrotas consecutivas em diferentes pisos e contextos, um cenário raro para quem costuma transformar regularidade em marca registrada da carreira.
Mesmo com todo o histórico vitorioso, o desconforto técnico parece estar afetando a confiança do sérvio. O saque, de fato, tem sido o único ponto alto em suas últimas apresentações, mas o restante do jogo – especialmente o ritmo nas trocas de fundo e a precisão nos momentos decisivos – ainda não voltou ao seu padrão habitual.
Aos 37 anos e em plena busca por ajustes físicos e táticos, Djokovic estreia nesta sexta no Hard Rock Stadium contra o jovem Hijikata, em um duelo que pode servir como termômetro para sua forma atual. O número 1 sabe que precisará mais do que um bom serviço para se manter competitivo nas fases decisivas do torneio.
Mesmo em fase instável, o sérvio segue sendo um dos nomes mais temidos do circuito. Mas a própria sinceridade nas palavras de Djokovic mostra que ele está atento — e um tanto inquieto — com a realidade atual. Em Miami, o maior campeão de Grand Slams da história terá mais uma chance de reencontrar o caminho da confiança. E o mundo do tênis estará observando de perto.