Com finais programadas para quinta-feira e segunda-feira, os torneios de Montreal e Cincinnati adotam novo formato e levantam debate sobre ajustes no calendário do tênis mundial.
Reformulação do calendário: o que muda nos torneios de verão?
A temporada de quadras duras da América do Norte em 2025 trará mudanças significativas, especialmente nos tradicionais Masters 1000 de Montreal e Cincinnati. Com a ATP e a WTA buscando ampliar receitas e otimizar o cronograma, esses eventos terão um formato diferenciado, que inclui finais realizadas fora do habitual domingo.
No torneio feminino, que este ano será sediado em Montreal, a chave principal começará na segunda-feira, 28 de julho, e, surpreendentemente, a campeã será coroada em uma final marcada para a quinta-feira seguinte, algo incomum para competições deste nível. Essa alteração ocorre simultaneamente ao início do Masters 1000 de Cincinnati, o que aumenta o desafio logístico para as atletas que avançarem às fases finais no Canadá.
Já no evento masculino, disputado em Cincinnati, a grande decisão foi empurrada para a segunda-feira, 18 de agosto, apenas seis dias antes do início do US Open 2025. A mudança encurta ainda mais o período de recuperação e adaptação dos jogadores antes do último Grand Slam do ano.
Impacto para jogadores e torcedores
Embora a extensão dos torneios tenha como objetivo aumentar a visibilidade e rentabilidade das competições, as reações dos jogadores têm sido mistas. A agenda mais apertada pode comprometer a preparação para o US Open, um dos eventos mais exigentes da temporada. Além disso, os fãs perderão o formato tradicional em que os finais de semana eram reservados para as decisões, garantindo maior audiência e engajamento.
Enquanto as entidades que regem o tênis buscam maximizar o impacto comercial do esporte, as mudanças reforçam um antigo debate: até que ponto a reformulação do calendário pode afetar o desempenho dos atletas e a experiência do público? Resta saber se essa tendência será mantida nos próximos anos ou se ajustes serão feitos para equilibrar o espetáculo e a performance dos jogadores.