Argentino reclama da programação do torneio, critica sequência exaustiva de jogos e questiona decisão de jogar fora da quadra principal.
Navone critica organização e desabafa após eliminação no Rio Open
O argentino Mariano Navone, atual 46º do ranking da ATP, não escondeu sua insatisfação com a organização do Rio Open após sua eliminação para Sebastian Baez na noite desta quarta-feira. Atual vice-campeão do torneio, o tenista afirmou ter sido prejudicado pelo calendário apertado e pela escolha das quadras, alegando que foi forçado a disputar quatro partidas em apenas dois dias.
“Me fizeram jogar duas partidas na terça e mais duas hoje (quarta). Isso não existe. Me colocaram para jogar a final do ano passado na quadra 1, enquanto outros jogos estavam na quadra central”, disparou Navone, visivelmente frustrado com a situação.
O argentino foi derrotado por Baez, seu algoz na final de 2024, em uma batalha de três sets: 6/4, 1/6 e 6/3. No entanto, ele ainda seguiu vivo na chave de duplas, avançando para as quartas ao lado de Luciano Darderi, após vitória sobre os brasileiros Orlando Luz e Felipe Meligeni por 3/6, 7/5 e 10/6.
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Programação apertada e decisão polêmica das quadras
A insatisfação de Navone se deve, principalmente, à carga intensa de jogos em sequência. O argentino teve que entrar em quadra duas vezes na terça-feira e repetir a maratona na quarta, o que comprometeu seu rendimento físico. Para piorar, a organização do torneio colocou sua partida contra Baez na quadra 1, enquanto a quadra central recebia jogos de Alexander Zverev contra Alexander Shevchenko e Nicolas Jarry contra Francisco Comesana.
A decisão gerou polêmica, já que o confronto entre Navone e Baez foi uma reedição da final de 2024 e, naturalmente, poderia ter sido priorizado na programação.
Reação do argentino e próximos desafios
Mesmo contrariado, Mariano Navone mostrou resiliência ao avançar na chave de duplas, mas sua insatisfação com o torneio ficou evidente. O argentino agora segue em busca de recuperar o ritmo para as próximas competições do circuito, enquanto a organização do Rio Open pode ter que lidar com mais críticas sobre sua logística e estrutura.
A reclamação do argentino levanta um debate recorrente sobre o desgaste dos tenistas e as escolhas das direções de torneios, que nem sempre favorecem os atletas em melhor fase.