Com apenas 18 anos, João Fonseca supera o cansaço e o desconforto físico para vencer mais uma no Miami Open 2025, mostrando que o tênis brasileiro tem um novo fenômeno em ascensão.
A torcida brasileira tem mais um motivo para se empolgar no circuito profissional de tênis. O jovem João Fonseca, de apenas 18 anos, mostrou em Miami por que já é considerado uma das maiores promessas do esporte mundial. Após conquistar o título do Challenger de Phoenix, o carioca desembarcou na Flórida com o fôlego comprometido, mas com a ambição em alta — e isso fez toda a diferença em sua vitória dramática contra o americano Learner Tien por 6/7 (1), 6/3 e 6/4, garantindo vaga na segunda rodada do Masters 1000.
O confronto entre Fonseca e Tien foi mais do que uma simples partida: foi um duelo entre dois talentos da nova geração que vêm chamando atenção desde a final do Next Gen Finals no ano passado. Mesmo com sinais claros de desgaste físico — chegando a passar mal em quadra — o brasileiro encontrou forças para virar o jogo e conquistar mais uma vitória marcante em sua trajetória precoce, mas impressionante.
Logo após a partida, Fonseca revelou que se sentiu mal durante o jogo, com náuseas e um mal-estar que exigiu atendimento médico.
“Foi muito difícil, o Tien é muito inteligente taticamente. Tentei manter a agressividade com a direita, mas sem perder a consistência que venho trabalhando bastante. Estou orgulhoso por não ter desistido, mesmo passando mal”, afirmou o brasileiro, que foi atendido pelo médico do torneio, tomou medicação e conseguiu terminar o jogo com garra.
Mais do que o resultado, o que impressiona é a maturidade de Fonseca dentro e fora de quadra. Mesmo em situações adversas, ele mostra personalidade, inteligência tática e fome por grandes feitos. “Meu sonho é conquistar coisas grandes nesse esporte. Quero muito agradecer aos fãs que me apoiaram, eles fizeram toda a diferença”, disse ele, ainda emocionado.
Na próxima fase, o desafio será contra o francês Ugo Humbert, número 14 do mundo, em mais um teste de fogo para o brasileiro. Caso mantenha o nível e a intensidade, Fonseca pode, sim, continuar surpreendendo e firmando seu nome entre os grandes do circuito.
A campanha em Miami reforça que o tênis brasileiro está em boas mãos. Em meio a uma geração que busca renovar as esperanças deixadas por nomes como Guga e Bellucci, João Fonseca desponta não só como um talento técnico, mas como um competidor nato, que não teme os grandes palcos — e está só começando.