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Mouratoglou critica decisão no caso Sinner e aponta “dois pesos e duas medidas” no antidoping

O técnico Patrick Mouratoglou classificou a resolução do caso de doping de Jannik Sinner como um “escândalo” e acusou as entidades do tênis de tratarem jogadores de forma desigual em situações semelhantes.

Mouratoglou questiona decisão sobre Sinner e acusa falta de transparência

O treinador francês Patrick Mouratoglou, que esteve envolvido no caso de doping de Simona Halep, criticou duramente a condução do caso envolvendo Jannik Sinner. Segundo Mouratoglou, a forma como a ITIA (Agência Internacional de Integridade no Tênis) lidou com a situação levanta dúvidas sobre a imparcialidade do sistema antidoping.

“Esse caso é um escândalo, não pelo fato de ele ser culpado ou não, mas pela forma como foi conduzido. O que todo mundo percebe é que existem dois pesos e duas medidas. Em outros casos, o jogador é imediatamente suspenso e tem sua carreira prejudicada. Com Sinner, isso não aconteceu.”

O treinador destacou que, mesmo tendo testado positivo para uma substância proibida, o italiano não foi suspenso provisoriamente, ao contrário do que costuma acontecer em casos semelhantes. Para ele, a decisão de punir o jogador com apenas três meses de suspensão, sem um julgamento adequado, levanta suspeitas de um possível favorecimento.

Comparação com Halep e impacto na carreira de outros tenistas

Mouratoglou comparou o tratamento dado a Sinner com o caso de sua ex-pupila, Simona Halep, que inicialmente recebeu uma suspensão de quatro anos antes de conseguir uma redução na pena ao recorrer a juízes independentes. Segundo ele, ambos os casos envolveram contaminação por uma quantidade mínima de substância proibida, mas a ITIA adotou posturas completamente opostas.

“Com Simona Halep, a ITIA foi inflexível, dando a ela uma suspensão de quatro anos. Depois, juízes independentes reconheceram que ela não teve culpa. Com Sinner, o caso sequer foi tornado público de imediato, permitindo que ele continuasse jogando e até conquistasse um título de Grand Slam antes de uma decisão oficial.”

Para o francês, o maior problema do atual sistema antidoping no tênis é a forma como ele prejudica atletas que não têm poder financeiro ou influência suficiente para se defenderem adequadamente. Ele ressalta que muitos jogadores perdem anos de carreira tentando provar sua inocência, enquanto outros parecem receber um tratamento mais brando.

“O ideal seria que nenhum caso fosse tornado público antes de uma decisão final, para evitar que a imagem do jogador seja destruída. Mas, se for comprovado o doping, a punição deve ser aplicada. O problema é que, para alguns tenistas, há um julgamento rápido e conveniente, enquanto outros perdem anos lutando para limpar seus nomes.”

Sistema antidoping precisa de revisão, afirma Mouratoglou

Mouratoglou finalizou sua crítica afirmando que cabe às entidades reguladoras do tênis, como ATP, WTA e ITF, adotarem uma postura mais justa e transparente no combate ao doping. Para ele, o episódio envolvendo Sinner abre um perigoso precedente para futuras decisões e coloca em xeque a credibilidade do sistema.

Com a polêmica ainda repercutindo, resta saber se a ITIA responderá às acusações de falta de imparcialidade e se a comunidade do tênis pressionará por mudanças no processo de controle antidoping. Enquanto isso, Sinner se prepara para retornar ao circuito e disputar os próximos grandes torneios da temporada.

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Paulo Alexandre

Apaixonado por tênis, trazendo notícias, análises e novidades do circuito mundial. 🎾

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