Após nova derrota precoce e retirada da chave de duplas, Beatriz Haddad Maia admite dificuldades mentais e técnicas na temporada e foca na recuperação para a gira de saibro a partir de Charleston.
A temporada 2025 não começou como Beatriz Haddad Maia imaginava. Eliminada ainda na estreia do WTA 1000 de Miami pela jovem tcheca Linda Fruhvirtova, a número 1 do Brasil e atual 18ª do ranking mundial vive um momento delicado, acumulando sua quinta eliminação consecutiva na primeira rodada de um torneio.
A derrota em Miami foi dura: 6/0 e 6/2 em apenas 1h13 de partida. Embora tenha registrado mais bolas vencedoras que a adversária (12 contra 7), Bia cometeu impressionantes 39 erros não forçados — o que escancarou a falta de confiança e consistência. “Errei muita bola e dei muitos pontos de graça. Mais uma partida com muitos erros e pouca conexão com o jogo”, lamentou a brasileira, em entrevista à ESPN.
Com apenas duas vitórias no ano — ambas no Australian Open — e um total de nove derrotas, Bia reconhece que o problema vai além da técnica. “É uma questão pessoal. Poderia não estar me expondo, mas estou aqui. Não tenho desculpas, é algo comigo mesma, e vou buscar a solução”, afirmou com sinceridade.
Além da derrota na chave de simples, Haddad Maia também se retirou da disputa de duplas em Miami, onde atuaria ao lado da alemã Laura Siegemund. Segundo sua assessoria, a desistência se deu por conta de um incômodo estomacal, que a impossibilitou de entrar em quadra. Com isso, a dupla foi substituída por Magda Linette e Dayana Yastremska, inscritas como alternates.
Agora, a brasileira volta suas atenções para a gira de saibro, onde costuma se sentir mais confortável e confiante. Seu próximo compromisso será no WTA 500 de Charleston, entre os dias 29 de março e 6 de abril, em quadras de har-tru, uma variação do saibro verde. O torneio terá uma chave fortíssima, com pelo menos 12 tenistas do top 20, e pode ser a oportunidade ideal para Bia reencontrar seu melhor ritmo.
Apesar do momento difícil, a brasileira segue mostrando coragem e transparência ao lidar com a fase ruim. O desafio agora é transformar a frustração em motivação para uma retomada em solo mais familiar. A gira de saibro começa, e com ela, talvez uma nova chance para Haddad Maia dar a volta por cima.