Raducanu fala sobre resiliência, Wimbledon e críticas nas redes

A britânica Emma Raducanu voltou a abrir o coração sobre os desafios da carreira e reforçou sua principal marca: resiliência. Atual número 25 do mundo, a campeã do US Open 2021 garantiu que seguirá lutando, apesar das críticas, lesões e mudanças constantes em sua equipe.

“Posso cair sete vezes, mas vou levantar oito”, afirmou.

Confiança renovada após fase turbulenta

Desde o título histórico em Nova York aos 18 anos, Raducanu enfrentou uma sequência de obstáculos: cirurgias nos dois braços, queda no ranking, troca de treinadores e dificuldades para manter regularidade.

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Emma Raducanu plays during the Transylvania Open 2026 Semi-finals at BT Arena in Cluj-Napoca, Romania, on February 6, 2026. (Photo by Flaviu Buboi/NurPhoto via Getty Images)

No entanto, algo mudou no Miami Open 2025. A campanha até as quartas de final — a primeira desde o US Open — devolveu confiança e agressividade ao seu jogo. Como resultado, ela voltou ao top 25 e ainda alcançou a final do WTA Cluj-Napoca semanas depois.

Fim da parceria com Francis Roig

Raducanu também comentou o fim da parceria com o técnico espanhol Francis Roig.

“Tivemos uma ótima relação, mas não concordávamos em alguns pontos importantes”, explicou. Apesar da separação, a britânica ressaltou que mantém respeito e boa convivência com o treinador.

Por ora, ela trabalha com Alexis Canter e não demonstra pressa para definir um novo técnico fixo.

Saúde, Wimbledon e expectativas

Após sofrer com um vírus durante o torneio de Cluj, Raducanu admitiu que ainda busca recuperação total antes de Indian Wells. Ainda assim, já projeta a temporada de grama com entusiasmo.

O retorno a Wimbledon, segundo ela, tem valor especial.

“Foi ali que vivi meus primeiros grandes momentos. O público britânico acompanhou minha evolução. Voltar a Wimbledon me faz sentir confortável.”

Sobre o ódio nas redes sociais

Por fim, Raducanu lamentou o hate constante nas redes sociais, mas adotou postura realista.

“Eu aceitei que isso vai continuar acontecendo. Não há como parar completamente. Faz parte de estar sob os holofotes.”

Mesmo diante das críticas e ameaças, a britânica reforçou que seguirá focada em sua evolução dentro e fora das quadras.

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Paulo Alexandre

Apaixonado por tênis, trazendo notícias, análises e novidades do circuito mundial. 🎾

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