Shapovalov já pensa nos challengers
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2016 às 9:05 pm

O título do torneio juvenil em Wimbledon levou o canadense Denis Shapovalov ao segundo lugar no ranking mundial da categoria. Mas o canhoto de 17 anos também pensa no circuito profissional. Vencedor de três futures no ano, Shapovalov também aparece nesta segunda-feira com seu melhor ranking na ATP, ao ocupar o 372º lugar, e já mira os torneios de nível challenger.

Filho de russos, Shapovalov nasceu na cidade Tel Aviv em Israel, mas se mudou para o Canadá com a família antes de seu primeiro aniversário. Ele foi treinado durante a vida toda por sua mãe, Tessa, que agora possui uma academia de tênis em Richmond Hill, no Canadá. Também atua em sua formação o técnico canadense de 38 anos Adriano Fuorivia.

Canadense conseguiu dois títulos e doze vitórias seguidas na grama (Foto: Martin Sidorjak)

Canadense conseguiu dois títulos e doze vitórias seguidas na grama (Foto: Martin Sidorjak/ITF)

Shapovalov tem quatro vitórias e duas derrotas em challengers no ano, com destaque para a semifinal em Drummondville no mês de abril. “Meu primeiro ano está sendo emocionante. Consegui vencer alguns jogadores top e que já disputaram Grand Slam”, disse Shapovalov à ATP. “Drummondville foi o melhor torneio até agora. Foi no meu país, então a atmosfera foi incrível. Parecia que eu estava jogando uma Copa Davis”.

Em Wimbledon, o canadense alcançou sua principal meta na temporada juvenil. “Meu objetivo este ano era ganhar Wimbledon. Estou muito feliz agora. É tudo que eu sempre quis fazer”, disse na entrevista coletiva após a vitória por 4/6, 6/1 e 6/3 sobre o australiano Alex De Minaur no domingo.

Vindo de um título no ITF G1 de Roehampton na semana anterior, Shapovalov teve uma campanha perfeita na grama e quase fez uma dobradinha no Slam britânico ao lado do conterrâneo Felix Auger-Aliassime, mas perdeu a final de duplas para o estoniano Kenneth Raisma e o grego Stefanos Tsitsipas por 4/6, 6/4 e 6/2.

Shapovalov também foi vice de duplas ao lado do compatriota Felix Auger-Aliassime (Foto Martin Sidorjak/ITF)

Shapovalov também foi vice de duplas ao lado do compatriota Felix Auger-Aliassime (Foto Martin Sidorjak/ITF)

“Consegui fazer 12 a 0 nesta temporada na grama. É inacreditável. Acho que meu jogo se adapta muito”, comentou. “Eu me sinto mal por Felix, por causa da dupla. Acho que eu estraguei tudo. No terceiro set eu estava um pouco cansado”, justificou o canadense que tentava o segundo Grand Slam com o compatriota de 15 anos, já que eles venceram juntos o último US Open.

Shapovalov e Aliassime aparecem no top 5 do ranking juvenil e são membros de uma boa safra do tênis canadense, que ainda formou Benjamin Sigouin. O trio deu ao país o inédito título da Copa Davis Junior no ano passado. “Nós não estamos competindo uns contra os outros, mas juntos como equipe para tentar melhorar um ao outro”.

“Somos todos amigos muito próximos e sempre desejamos o melhor um para o outro. Quando estamos viajando, vamos para os mesmos torneios, e tentamos treinar e passar algum tempo juntos. Eles me ajudam a me tornar um melhor jogador de tênis”.

É inegável também a influência de Milos Raonic, que foi o primeiro jogador do país a disputar uma final masculina de Grand Slam, neste domingo em Wimbledon. Durante a entrevista à ATP, o jovem canadense comentou sobre sua experiência ao lado do número 7 do mundo e o quanto Raonic foi um modelo para sua formação.

“Nós só falamos uma vez quando treinamos juntos no ano passado em Toronto, mas ele definitivamente influenciou a mim e também a muitos outros jogadores canadenses. Os resultados e realizações dele dão esperanças a todos os jovens canadenses e uma razão pela qual eu acho que temos tantos bons jogadores chegando”.


Comentários
  1. Ricardo

    Mário, parabéns pelo seu blog. Sempre com informações precisas e muito interessantes….
    Imagino que a Federação Canadense deva estar dando um enorme suporte na formação desses garotos.
    Abraço!

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  2. João ando

    O Eusébio Rezende do SporTV disse que shapovalov acaba de ganhar um future .ganhando do brasileiro Pedro Sakamoto.como e que pode esse canadense jogar Toronto e o Sakamoto sabe se Deus onde ele Está.por que os brasileiros não estouram? Onde está o zormam e o Orlando Luz…?

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    1. Mario Sérgio Cruz

      Esse future que o Shapovalov ganhou do Sakamoto na final foi em janeiro. Tanto o Zormann quanto o Orlando Luz também venceram futures este ano, o paulista na Argentina e o gaúcho na República Tcheca. Quanto à presença dele no Masters de Toronto, não tem segredo: convite.

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    1. Mario Sérgio Cruz

      Jogando futures e qualis de challenger, com 23 anos. Jogou ano passado no saibro da Europa e no começo do ano tentou as quadras duras nos EUA

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