Monthly Archives: julho 2016

Jovem australiano vence challenger e salta 376 posições
Por Mario Sérgio Cruz
julho 25, 2016 às 9:47 pm

O australiano Max Purcell deu um grande salto no ranking da ATP nesta segunda-feira após conquistar seu primeiro título de nível challenger. Campeão no piso duro de Gimcheon, na Coreia do Sul, o jogador de apenas 18 anos saiu do 762º lugar para o 386º. Foram 376 posições desde a última atualização do ranking.

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Jovem de 18 anos Max Purcell venceu o primeiro challenger da carreira na Coreia do Sul

Purcell é o sexto jogador com menos de 20 anos a vencer um torneio de nível challenger no ano. Ele se junta ao americano Taylor Fritz, aos russos Andrey Rublev e Karen Khachanov, ao francês Quentin Halys e ao também australiano Blake Mott.

O torneio coreano era apenas o 11º que Purcell disputava profissionalmente, sendo somente o terceiro challenger. Antes da última semana, ele tinha apenas duas vitórias em torneios deste porte.

Levantamento da ATP desde a temporada de 2000 mostra que o australiano tem o segundo ranking mais baixo entre os vencedores de challenger. Apenas o tcheco Petr Luxa conseguiu maior façanha, ao ser campeão em Istambul em 2002 quando ocupava o 848º lugar.

Juvenis brasileiros em Uberlândia – O Praia Clube de Uberlândia recebe nesta semana dois importantes eventos no calendário nacional do circuito juvenil. Entre segunda e quarta-feira acontece a Copa das Federações 2016, enquanto o Campeonato Brasileiro Infanto-juvenil de Tênis será entre quinta e domingo.

Copa das Federações e Brasileiro Infantojuvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Copa das Federações e Brasileiro Infanto-juvenil acontecem nesta semana (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

Haverá disputas nas categorias 12, 14, 16 e sub-23 anos masculino e feminino. A competição por equipes reúne este ano times de 17 federações estaduais de tênis. Já o torneio individual realizou o qualificatório durante o fim de semana e retoma a disputa na quinta-feira.

Número 1 é campeão europeu – Líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas foi campeão o European Junior Championships no saibro suíço de Klosters. Ele venceu a final contra o francês Corentin Moutet por 7/6 (9-7) e 5/3 e desistência. É a primeira vez que um jogador grego conquista a competição.

No feminino, a canhota de 16 anos Amina Anshba venceu a final russa contra Olesya Pervushina por 6/4, 2/6 e 6/2. Apesar de ser nona no ranking juvenil, chegando a ocupar o sétimo lugar no início do mês, Anshba sequer disputou Roland Garros e Wimbledon. Ela é a segunda russa a vencer o torneio, sendo que a única campeã anterior foi Anna Kournikova em 1995.

Shapovalov já pensa nos challengers
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2016 às 9:05 pm

O título do torneio juvenil em Wimbledon levou o canadense Denis Shapovalov ao segundo lugar no ranking mundial da categoria. Mas o canhoto de 17 anos também pensa no circuito profissional. Vencedor de três futures no ano, Shapovalov também aparece nesta segunda-feira com seu melhor ranking na ATP, ao ocupar o 372º lugar, e já mira os torneios de nível challenger.

Filho de russos, Shapovalov nasceu na cidade Tel Aviv em Israel, mas se mudou para o Canadá com a família antes de seu primeiro aniversário. Ele foi treinado durante a vida toda por sua mãe, Tessa, que agora possui uma academia de tênis em Richmond Hill, no Canadá. Também atua em sua formação o técnico canadense de 38 anos Adriano Fuorivia.

Canadense conseguiu dois títulos e doze vitórias seguidas na grama (Foto: Martin Sidorjak)

Canadense conseguiu dois títulos e doze vitórias seguidas na grama (Foto: Martin Sidorjak/ITF)

Shapovalov tem quatro vitórias e duas derrotas em challengers no ano, com destaque para a semifinal em Drummondville no mês de abril. “Meu primeiro ano está sendo emocionante. Consegui vencer alguns jogadores top e que já disputaram Grand Slam”, disse Shapovalov à ATP. “Drummondville foi o melhor torneio até agora. Foi no meu país, então a atmosfera foi incrível. Parecia que eu estava jogando uma Copa Davis”.

Em Wimbledon, o canadense alcançou sua principal meta na temporada juvenil. “Meu objetivo este ano era ganhar Wimbledon. Estou muito feliz agora. É tudo que eu sempre quis fazer”, disse na entrevista coletiva após a vitória por 4/6, 6/1 e 6/3 sobre o australiano Alex De Minaur no domingo.

Vindo de um título no ITF G1 de Roehampton na semana anterior, Shapovalov teve uma campanha perfeita na grama e quase fez uma dobradinha no Slam britânico ao lado do conterrâneo Felix Auger-Aliassime, mas perdeu a final de duplas para o estoniano Kenneth Raisma e o grego Stefanos Tsitsipas por 4/6, 6/4 e 6/2.

Shapovalov também foi vice de duplas ao lado do compatriota Felix Auger-Aliassime (Foto Martin Sidorjak/ITF)

Shapovalov também foi vice de duplas ao lado do compatriota Felix Auger-Aliassime (Foto Martin Sidorjak/ITF)

“Consegui fazer 12 a 0 nesta temporada na grama. É inacreditável. Acho que meu jogo se adapta muito”, comentou. “Eu me sinto mal por Felix, por causa da dupla. Acho que eu estraguei tudo. No terceiro set eu estava um pouco cansado”, justificou o canadense que tentava o segundo Grand Slam com o compatriota de 15 anos, já que eles venceram juntos o último US Open.

Shapovalov e Aliassime aparecem no top 5 do ranking juvenil e são membros de uma boa safra do tênis canadense, que ainda formou Benjamin Sigouin. O trio deu ao país o inédito título da Copa Davis Junior no ano passado. “Nós não estamos competindo uns contra os outros, mas juntos como equipe para tentar melhorar um ao outro”.

“Somos todos amigos muito próximos e sempre desejamos o melhor um para o outro. Quando estamos viajando, vamos para os mesmos torneios, e tentamos treinar e passar algum tempo juntos. Eles me ajudam a me tornar um melhor jogador de tênis”.

É inegável também a influência de Milos Raonic, que foi o primeiro jogador do país a disputar uma final masculina de Grand Slam, neste domingo em Wimbledon. Durante a entrevista à ATP, o jovem canadense comentou sobre sua experiência ao lado do número 7 do mundo e o quanto Raonic foi um modelo para sua formação.

“Nós só falamos uma vez quando treinamos juntos no ano passado em Toronto, mas ele definitivamente influenciou a mim e também a muitos outros jogadores canadenses. Os resultados e realizações dele dão esperanças a todos os jovens canadenses e uma razão pela qual eu acho que temos tantos bons jogadores chegando”.

Russa de 15 anos é campeã juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 10:17 pm

Pelo segundo ano seguido e apenas pela terceira vez na história, uma jogadora russa é campeã juvenil em Wimbledon. O título de 2016 ficou com a promissora Anastasia Potapova, de apenas 15 anos, que venceu uma final dramática neste sábado contra a ucraniana Dayana Yastremska, um ano mais velha, por 6/4 e 6/3 em 1h37.

Apenas o placar e as estatísticas do jogo não traduzem dificuldade da partida, que teve dez quebras de saque. No longo último game do jogo, a russa perdeu seis match points em seu serviço, o último com uma dupla-falta. Mais que isso, em duas ocasiões ela chegou a comemorar o título em marcações que foram posteriormente corrigidas pelo desafio eletrônico.

 

“Foi 6/4 e 6/3, mas senti como se fossem três sets”, disse Potapova à ITF. A jovem russa ficou surpresa até mesmo com o número de match points perdidos. Quando perguntada, respondeu “Foram apenas três” até saber a conta exata “Sete match points! Oh meu Deus!”

Ela ainda deu sua versão sobre os altos e baixos do game final. “Eu só conseguia pensar ‘Eu ganhei!’ e então ela pediu um desafio. Foi um pouco para fora. Depois aconteceu a mesma situação e foi mesmo para fora. Disse para mim mesma ‘Eu não posso perder’. Quando terminou o jogo, eu disse: ‘Graças a Deus. Finalmente eu ganhei!’.

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Apostando em um tênis muito sólido do fundo de quadra na final, Potapova viu a rival tomar a iniciativa na maioria dos pontos, mas se perder em erros não-forçados. Yastremska liderou a contagem de winners por incríveis 21 a 4, mas também cometeu 42 erros diante de 31 da russa.

Além de ser mais consistente defensivamente, a russa soube explorar o baixo desempenho no saque da adversária. No primeiro set, a ucraniana não apenas colocou 38% de primeiros serviços em quadra, como sofreu com as devoluções da russa. Potapova venceu 17 pontos dos 29 jogados no saque da adversária. Já no segundo set, a jovem russa quebrou mais duas vezes e venceu metade dos pontos que jogou na devolução, 18 em 36.

Carreira respeitável – Apesar da pouca idade, Potapova já acumula uma série de bons resultados em competições de base. Falando apenas em Grand Slam, ela vinha de uma semifinal em Roland Garros e chegou às quartas na edição passada de Wimbledon, com apenas 14 anos.

Ela também tem um histórico considerável em torneios tradicionais nos Estados Unidos, ao vencer o Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.

Um pouco de história – Apenas três russas já venceram o torneio juvenil em Wimbledon. A primeira foi Vera Dushevina em final contra Maria Sharapova em 2002. A segunda foi no ano passado, quando Sofya Zhuk superou a compatriota Anna Blinkova.

Já com a antiga União Soviética, Galina Baksheeva foi bicampeã nos anos de 1961 e 62, mesma situação de Natasha Chmyreva em 1975 e 76 e Natalia Zvereva em 1986 e 87. Também já venceram Olga Morozova em 1965 e Marina Kroshina em 1971.

Canadá também tem um finalista no juvenil de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 1:04 am

O Canadá não terá apenas Milos Raonic na final de Wimbledon neste final de semana. O país também terá seu representante na decisão da chave juvenil, o canhoto Denis Shapovalov. Ele assegurou lugar na final ao vencer o líder do ranking da categoria, o grego Stefanos Tsitsipas, nesta sexta-feira por 4/6, 7/6 (7-5) e 6/2 em 1h52 de jogo.

“Ele estava jogando muito melhor do que eu”, disse Shapovalov em entrevista à ITF. “Ele estava sacando muito bem, mas eu continuei forte mentalmente e no final ele caiu um pouco. Essa foi a diferença”, avaliou canhoto de 17 anos.

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

Shapovalov tenta ser o segundo canadense a vencer um Grand Slam juvenil na chave masculina de simples. O outro caso é recente, com Filip Peliwo que teve uma grande temporada em 2012 com títulos em Wimbledon e US Open na categoria, além dos vice-campeonatos no Australian Open e Roland Garros.

Atual 13º no ranking mundial juvenil, Shapovalov faz uma boa temporada também no circuito profissional. O jogador de 17 anos já venceu três futures nos Estados Unidos em 2016, além de ter sido semifinalista no challenger de Drummondville em seu país, inclusive derrotando Peliwo pelo caminho.

No próximo domingo, Shapovalov jogará na Quadra Número 1 do All England Club, a segunda maior do complexo e tradicional palco das finais do juvenil. O jogo provavelmente coincidirá horário com a final masculina, o que impossibilitará um pouco da torcida por Raonic.

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane)

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane/ITF)

O adversário da final será o australiano Alex De Minaur, que precisou de só 49 minutos para despachar o americano Ulises Blanch. “É bom finalmente superar essa barreira das semifinais”, disse DeMinaur, que parou na penúltima rodada do US Open-2015 e Australian Open deste ano.

“Estou curtindo cada segundo disso. Acho que nas outras semifinais eu coloquei um pouco de pressão sobre mim mesmo ao pensar ‘Oh meu Deus, estou na semifinal e faltam só duas partidas para ganhar um Grand Slam'”, revelou o jovem de 17 anos.

De Minaur é filho de pai uruguaio e mãe espanhola. Ele viveu em Sydney até os cinco anos de idade e depois foi com a família para a Espanha. Reside hoje em Alicante, mas sua formação no tênis foi dividida entre as duas bases. O atleta disputou competições juvenis de 14 e 16 anos em solo australiano, inclusive na grama de Mildura, e seguiu para os primeiros futures como profissional já na Espanha a partir de 2015.

Final feminina no sábado –  A decisão da chave juvenil feminina acontece às 9h (de Brasília) deste sábado, na Quadra Número 1, e envolve duas jogadoras bastante precoces até mesmo para a categoria, a ucraniana Dayana Yastremska e a russa Anastasia Potapova.

Yastremska, que completou 16 anos em maio, ficou conhecida do público brasileiro no início da temporada ao vencer um ITF profissional de US$ 25 mil na cidade paulista de Campinas. Com o resultado, ela acabou desistindo do Banana Bowl e seguiu direto para Porto Alegre, onde foi semifinalista do Campeonato Internacional Juvenil (antiga Copa Gerdau).

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas este ano (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

Potapova é ainda mais jovem, nasceu em 2001 e fez 15 anos em março. Apesar da pouca idade, a russa já tem um histórico considerável em competições de base, com destaque para a recente semifinal de Roland Garros e as quartas de Wimbledon do ano passado. Ela foi campeã do Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.

O que os jovens jogadores disseram em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 2, 2016 às 11:22 am

Cinco dias de Wimbledon já se passaram. O que para um torneio em condições normais representaria metade das terceiras rodadas masculina e feminina já concluídas, a chuvosa edição de 2016 atrasou bastante a programação a ponto de a organização do evento realizar jogos no tradicional Middle Sunday pela quarta vez na história.

Vários jovens jogadores estiveram em quadra nos primeiros dias do britânico e disseram coisas interessantes, que muitas vezes acabam passando batidas no noticiário pela necessidade de destacar tudo o que acontece no torneio. Busquei algumas declarações de Taylor Fritz, Nick Kyrgios, Dominic Thiem, Madison Keys e Eugenie Bouchard sobre as primeiras partidas da semana na grama do All England Club.

Fritz não reclamou da sorte por enfrentar Wawrinka na estreia (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Fritz não reclamou da sorte por enfrentar Wawrinka na estreia (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Fritz não reclamou da sorte. Logo em sua primeira participação em Wimbledon, deu de cara com Stan Wawrinka, mas o americano de 18 anos preferiu destacar a experiência de enfrentar um grande jogador e não se intimidou por jogar em uma quadra tão grande pela primeira vez.

“É claro que você sempre quer a melhor chave possível, mas eu estava animado por ter a chance de jogar contra um dos melhores do mundo. Quando vi a chave, eu realmente não reclamei. Tentei apenas ser positivo quanto a isso”, disse o americano após a derrota por 7/6 (7-4), 6/1, 6/7 (2-7) e 6/4. “Vejo que eu não posso me dar ao luxo de me descuidar em alguns pontos e games contra esses grandes jogadores. Eles realmente tiram proveito disso e não te deixam voltar para o set depois que você faz alguns erros”.

“Foi muito bom entrar em quadra e sentir a atmosfera. Fiquei muito feliz com o fato de que isso não me incomodou. Eu não estava nervoso”, avaliou o ex-número 1 juvenil. “Isso era algo que me preocupava, mas não foi o caso. Eu estava bastante confortável e foi uma grande experiência”.

Thiem foi eliminado ainda na segunda rodada (Foto: Jed Leicester/AELTC)

Thiem foi eliminado ainda na segunda rodada (Foto: Jed Leicester/AELTC)

O precocemente eliminado Dominic Thiem, número 8 do mundo, citou a perda da quebra de vantagem que tinha no primeiro set e a postura defensiva nos três tiebreaks contra Jiri Vesely como decisivos para sua derrota na segunda rodada. “O maior erro em todo o jogo foi a quebra [sofrida] no primeiro set. Joguei muito na defensiva nos tiebreaks e cometi erros não-forçados. Tive muitos problemas com o saque dele e mesmo quando conseguia devolver a bola em quadra, joguei mal nos ralis”.

Kyrgios comentou sobre o imprevisível estilo de jogo de Dustin Brown, que foi seu adversário nesta sexta-feira pela segunda rodada e teceu muitos elogios ao show-man alemão. “Ele deu um drop-shot por entre as pernas que fez eu me sentir horrível. Tem horas que você literalmente não quer jogar, apenas guardar a raquete”.

“Ele pode bater um backhand saltando que vai parar na lona, ou então conseguir um dos melhores voleios que você já viu. Acho importante ter um cara como ele jogando. É um jogo totalmente diferente do meu, ou do Gael Monfils. É um grande atleta, muito talentoso e ótima pessoa”.

AELTC/Joel Marklund . 01 July 2016

Kyrgios e Brown fizeram duelo de cinco sets e pontos bonitos pela segunda rodada (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Nova integrante do top 10 feminino e responsável por quebrar um incômodo jejum do tênis americano, Madison Keys já foi perguntada sobre chances de assumir a liderança do ranking. “Acho que eu posso. Estou aqui, obviamente, para trabalhar a cada dia. Não acho que vai ser fácil e nem que vá acontecer só porque as pessoas estão dizendo que vai”, comentou a jovem de 21 anos.

“É por isso que sempre que ouço isso, eu só quero ir para quadra de treino e tentar ficar melhor”, acrescentou Keys. “É uma coisa boa de se ouvir e aumenta a confiança ver que as pessoas pensam isso de mim. Mas, mais do que qualquer coisa, o que apenas realmente vai me faz chegar lá é continuar trabalhando e manter minha cabeça um pouco para baixo ainda”.

AELTC/Jon Buckle . 27 June 2016

Keys já é perguntada sobre chances de ser número 1 (Foto Jon Buckle/AELTC)

Eugenie Bouchard, 22, já foi finalista em Wimbledon e tem um fã clube em cada canto do sistema solar. Mas na segunda rodada, passou pelo teste de jogar como “visitante” diante do público britânico que empurrou bastante a anfitriã Johanna Konta. “Ela é a favorita da casa, então eu não esperava nada diferente. Ainda assim era uma grande atmosfera para jogar, mesmo com toda a torcida contra mim. Eu vejo isso como um desafio e aproveitei a atmosfera, não importa qual seja, porque os fãs estão curtindo o tênis e é isso o que importa”.

Juvenil vai começar – A chave juvenil de Wimbledon dá a largada neste sábado. Os paulistas Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves serão os dois representantes brasileiros na competição. Houve apenas uma grande torneio preparatório na grama, disputado na semana passada, em Roehampton.

No masculino, o canhoto canadense Denis Shapovalov derrotou o japonês Yosuke Watanuki na decisão -não esperava ver o Watanuki tão bem na grama, aliás- e o americano Ulises Blanch teve uma grande semana com semi de simples e título de duplas ao lado de Vasil Kirkov. No feminino, final russa e título de Anastasia Potapova diante da cabeça 1 Olesya Pervushina.

Grande semana de Orlando Luz – O jovem gaúcho fez sua melhor semana do ano ao furar o quali e conquistar o future de US$ 25 mil de Pardubice, na República Tcheca. Foi o primeiro título profissional de simples na terceira vez em que disputou uma final.

Orlando chegou a vencer adversários com mais de 300 posições à frente dele no ranking nesta semana. Três desses rivais, inclusive, têm ranking melhor que o alemão Peter Torebko, adversário da final deste sábado. Os 27 pontos conquistados garantem um salto de mais de cem posições e o aproximam do melhor ranking. Ele agora segue para o saibro italiano de Nápoles.