Arquivo da tag: wimbledon

Quem vence Wimbledon? Vale camiseta Wilson
Por José Nilton Dalcim
9 de julho de 2016 às 12:15

IMG_0953Wimbledon vai coroar um bicampeão ou teremos enfim um novo vencedor de Grand Slam? Momento ideal para mais um desafio do Blog do Tênis, que vai dar uma camiseta WIlson para o primeiro e o segundo colocados em homenagem a Milos Raonic.

Vote então no vencedor, placar e duração da partida, conforme modelo abaixo. Claro que vale primeiro o vencedor; entre os que acertarem, o placar que mais bem explicar o andamento do jogo; por fim, para desempate, o tempo de jogo.

Caso queiram (e devam) fazer comentários sobre a rodada, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo ou no que virá no final de tarde. Deixem aqui somente os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque do domingo. Jogo previsto para 10h (de Brasília). E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: são permitidos palpites pelo Facebook oficial do site TenisBrasil, mas não valem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, o que facilita muito na hora da apuração:

Murray vence Raonic, 3 sets a 1, parciais de 6/4 6/4 4/6 6/4, em 3h15.

Sem surpresa
Por José Nilton Dalcim
8 de julho de 2016 às 19:57

Não se pode dizer que haja uma grande surpresa na final inédita de Wimbledon entre Andy Murray e Milos Raonic. Os dois decidiram Queen´s quatro semanas atrás e desde lá vêm mostrando um tênis competitivo sobre a quadra de grama, com estilos um tanto distintos porém ambos eficientes.

Talvez inesperado mesmo tenha sido o fato de Roger Federer ter deixado escapar seu melhor momento na primeira semifinal. Ele perdeu o primeiro set por causa de um game mal jogado, mas desde ali já vinha conseguindo devolver o saque do canadense e fazê-lo se esforçar em muitos games de serviço. Depois de ganhar o tiebreak, Federer passou a dominar.

Faltou sorte nos três break-points que teve para a quebra que seria fatal no quarto set, mas o mérito então foi de Raonic, que assumiu riscos – sua média de segundo saque beirou os 180 km/h. E o suíço deveria ter empurrado a decisão para outro tiebreak, já que abriu 40-0. Aí vieram um erro, duas duplas faltas, pressão e escolhas mal feitas, tudo num único game, o último do quarto set. Após massagem na perna e um escorregão assustador, perdeu o saque, a partida, a incrível marca de 10 semis vencidas em Wimbledon, o sonho de um último Grand Slam.

Não há o que condenar ou reclamar. Eu já havia alertado que Raonic estava jogando muito bem na grama, mantendo um estilo bem ofensivo, verdadeiro representante do saque-voleio. Raramente perdeu o controle dos nervos, nem mesmo naquele jogo estranho em que David Goffin ganhou os dois primeiros sets. Parece saber do seu potencial, confia no velho saque e no novo jogo de rede, melhorou o slice e está se mexendo muito melhor do que antes.

Federer por seu lado paga o preço de ter jogado tão pouco em 2016. Fez uma campanha digna em Wimbledon, ajudado claro por adversários pouco experientes nas primeiras rodadas e uma virada histórica nas quartas. Mas faltou aquela pitada a mais que todo mundo sabe que ele tem. O suíço completou quatro anos exatos sem títulos em Slam e é justo que todo mundo duvide que ainda possa sonhar com o 18º troféu. Sou uma exceção.

Murray nem foi tão brilhante, mas cumpriu à risca seu papel e abriu poucas janelas para Tomas Berdych. Sempre acho que o escocês poderia ser mais agressivo, sem ficar apostando o tempo inteiro no contragolpe e em suas pernas. Mas se deu certo até agora, talvez ele esteja certo.

Não dá para esperar facilidade contra Raonic, a menos que o canadense sinta o peso da partida, o que seria muito normal. Vale lembrar que os dois se cruzaram no Australian Open de janeiro e Murray precisou do seu máximo por quatro dos cinco sets. Também virou o placar para ganhar Queen’s.

Ou seja, o retrospecto de 6 a 3 nos confrontos diretos diz muito menos do que a vasta coleção de 11 finais e dois títulos de Slam do britânico. Não custa frisar mais uma vez: a grama é o piso onde a experiência é um bônus valioso.

Palco perfeito
Por José Nilton Dalcim
7 de julho de 2016 às 19:48

Onde mais Serena Williams poderia ser tão favorita para enfim ganhar o 22º Grand Slam? Desde Billie Jean King e Martina Navratilova, ninguém jogou mais e melhor sobre a quadra de grama, piso que exige força no saque, destreza na devolução, habilidade na rede. É preciso pegar a bola na subida, o mais perto da linha de base que for possível.

Nesta sexta-feira, Serena atingiu notáveis 10 finais em Wimbledon e vai em busca do sétimo troféu, o que a faria empatar com Steffi Graf não apenas no total de Slam, mas também na coleção de bandejas na grama sagrada. Ela pode fazer ainda mais história. Afinal, apenas sete tenistas até hoje ganharam pelo menos sete vezes um mesmo Slam. E na Era Profissional a lista se restringe a Chris Evert (7 em Paris), Martina (9 em Wimbledon) e Graf (7 em Wimbledon).

A competência de Angelique Kerber impediu que a final entre irmãs se repetisse. A alemã não fez um jogo espetacular contra Venus, porém usou toda sua inteligência tática para dominar a adversária de 36 anos que por vezes pareceu lenta e exagerou nos erros. Todo mundo sabe que foi a mesma Kerber quem impediu o feito histórico de Serena seis meses atrás no Australian Open com uma atuação magnífica e corajosa. É o ingrediente perfeito para esta decisão.

Os números de Serena nestas duas últimas semanas são de certa forma assustadores. Lidera três estatísticas fundamentais no saque: 61 aces, 198 km/h de velocidade e incríveis 81% de pontos vencidos com o primeiro serviço. Em seis partidas, perdeu apenas 42 pontos para as devolvedoras. Kerber terá um desafio e tanto.

Semis masculinas: fatos e números
– Federer jamais perdeu uma semifinal em Wimbledon em 10 oportunidades anteriores e pode se tornar o único homem em todos os tempos a fazer 11 finais num mesmo Slam, marca que hoje ele divide com Bill Tilden.
– Roger e Raonic repetem semi de 2014 no torneio, em que o suíço venceu por triplo 6/4. Depois disso, Raonic enfim ganhou duas vezes e diminuiu o placar geral para 9-2.
– Canadense tentar chegar à final em Wimbledon na sexta tentativa, tempo que Edberg e Ashe também precisaram, e pode ser primeiro não europeu na final desde Roddick em 2009. Mas ele jamais venceu um top 3 em Slam, nem um top 10 na grama até agora.
– A última vez que um tenista ganhou Wimbledon após salvar match-points foi em 1960, com Neale Fraser.
– Murray tem apertados 8-6 diante de Berdych, mas se excluirmos o saibro o placar vira 7-3. O escocês também ganhou os quatro mais recentes. A última vitória de Berdych foi em agosto de 2013. Tcheco está sem treinador desde a ‘bicicleta’ vexatória em Roma.
– Se atingir sua 11ª final de Slam, Murray será o britânico com mais presenças na decisão, separando-se das 10 de Fred Perry. O escocês aliás atingiu pelo menos semi em seis de seus últimos sete Slam.
– Jan Kodes é único tcheco a vencer Wimbledon até hoje, em 1973. Lendl perdeu duas finais, Berdych outra.