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Veja quem levou os ingressos do Brasil Open
Por José Nilton Dalcim
1 de março de 2017 às 11:41

brandO Blog do Tênis, em parceria com a Fila, a marca oficial do Brasil Open, ofereceram um par de ingressos para a semifinal de sábado e outro par de ingressos para a final de domingo para as duas melhores frases enviadas sobre o ATP 250 do clube Pinheiros.

Os vencedores foram:

Sábado – Eduardo
Quando o Brasil da bola nos pés se encontra na São Paulo de raquetes nas mãos!

Domingo – Renato Veneziano Toniol
Assistir ao Brasil Open com a Fila é igual match point, não dá pra perder!

Os ingressos oferecidos são para o setor de arquibancada. Os dois premiados terão de enviar nome completo e CPF e deverão retirar seus ingressos na loja Tennis Point (www.tennispoint.com.br), no bairro do Itaim, na sexta-feira, entre 14h e 18h, ou no sábado, entre 9h e 16h.

Delpo não vem em 2017 preocupante
Por José Nilton Dalcim
2 de dezembro de 2016 às 12:54

Apesar de todos os esforços da IMM, o Rio Open vai ficar mesmo sem Juan Martin del Potro. Antes mesmo da conquista da Copa Davis, os organizadores do único ATP 500 da América do Sul tentaram de tudo para contratar a estrela argentina, que já tinha se dado tão bem no complexo olímpico.

Mas não teve como. O entrave insuperável é que Delpo não quer jogar no saibro no início da temporada. Com a expectativa de começar bem o ano nos torneios australianos, ele já decidiu emendar o calendário para os fortes torneios de quadra dura de fevereiro e depois seguir para Indian Wells e Miami. Ou seja, não já qualquer espaço para mudar de piso.

Vale lembrar que Delpo jogou uma única vez o ATP de Buenos Aires, em 2006. Depois que explodiu com o título do US Open, os argentinos tentaram de tudo para sair do saibro e ir para o sintético, o que aumentaria a chance de Delpo jogar lá, mas a ATP sempre vetou e só deu tal permissão para Acapulco.

De qualquer forma, o Rio Open já confirmou a presença inédita Kei Nishikori e o retorno de Dominic Thiem, boas garantidas de sucesso. O japonês certamente vai ganhar um rechonchudo cachê, porém tem se mostrado um jogador muito forte no saibro nos últimos anos. E Thiem é especialista no assunto. Deveria ter ido à final do ano passado no Jockey não fosse o cansaço. Acho que agora é sério candidato ao título.

Preocupante mesmo está o restante do calendário nacional para 2017. O próprio Brasil Open, o ATP 250 que acontece logo após o Rio, enfrenta dificuldades e, segundo conversa de bastidores, chegou a pedir à ATP para mudar a data de fevereiro para abril, com o objetivo de ganhar mais tempo para arrumar patrocinadores e local, porém veio o evidente veto.

Não bastasse a crise econômica, os promotores estão encontrando dificuldade para aprovar os projetos enviados à Lei de Incentivo. A demora tem sido muito grande para a liberação e isso prejudica a captação de patrocinadores, já que o calendário internacional é inflexível. Se a tendência permanecer, poderemos perder ainda mais torneios profissionais em 2017. Vários já foram cancelados ou adiados.

Some-se a isso a saída de empresas do mercado do tênis ou a diminuição drástica de verba. Há muita gente ficando repentinamente sem patrocínio neste começo de temporada. Quem tem ranking bom e puder se garantir torneios maiores, conforto. Para os demais, ou seja a maciça maioria, prevê-se uma temporada de sacrifícios ainda maiores.

Dúvidas sobre Nadal só aumentam
Por José Nilton Dalcim
23 de fevereiro de 2016 às 11:01

Esperei a segunda-feira para ver como reagiriam os analistas do tênis internacional sobre a falta de brilho de Rafael Nadal em pleno saibro sul-americano, em torneios em que saiu de cabeça 1, principal estrela num saibro lento, favorito do público, e nem assim obteve o sucesso, acumulando já quatro derrotas na temporada 2016. Não vi qualquer palavra otimista. Vamos a alguns exemplos.

O colunista Barry Cowan, da Sky Sports europeia, acredita que ninguém mais teme Nadal, nem mesmo sobre a terra batida. “Rafa vive seu teste mais difícil como tenista. No ano passado, eu acreditava que ele iria se recuperar. Afinal, ser o quinto do mundo não é um desastre. Mas se pensarmos na sua capacidade de ganhar Grand Slam, que é o que importa, parece distante hoje”.

Ele diz ter assistido com preocupação a derrota para Pablo Cuevas no Rio. “Me parece que Nadal perdeu o controle emocional. Nem mesmo quando venceu o primeiro set demonstrava estar confiante. A impressão é que nem ele acredita mais em si mesmo. É triste ver um grande campeão jogar desse jeito”.

O site da tradicional revista Tennis não é menos pessimista. “Ele continua sua gradual e dolorosa descendência”, afirma o artigo assinado por Steve Tignor. “Claro que fazer duas semifinais não é um resultado ruim, e ele até jogou bem as semanas em Buenos Aires e no Rio, porém estamos falando de Nadal, que não pode se contentar com isso”. E conclui: “Antigamente, estender um jogo contra Rafa não era uma boa ideia. Hoje, se o adversário for longe o bastante, terá uma chance”.

A agência de notícias France Presse lembra que a derrota para Cuevas foi apenas a segunda que ele sofreu sobre o saibro para um adversário que não figurasse no top 30 desde 2005. A outra foi aquela para Horacio Zeballos na final do Chile, quando ele voltava de longa parada. E crava: “A campanha na América do Sul coloca ainda mais dúvidas sobre sua capacidade de ganhar novamente Roland Garros”.

Mais duro ainda foi o comentário de Chris Chase, na Fox Sports americana. Ao lembrar que o canhoto espanhol perdeu no saibro em sete dos últimos oito torneios que disputou, algo que levou quatro anos para acontecer em outros tempos, o cronista pergunta: “Será que Nadal chegou ao fim?”

E enfatiza: “O pior de tudo é que a derrota para o limitado Cuevas não foi uma surpresa”. Para ilustrar, dá uma estatística: Nadal não deixava de disputar duas finais consecutivas no saibro desde fevereiro de 2005, quando ainda era o 49º do ranking.

Bom, Rafa terá de esquecer o saibro até abril. Precisa iniciar imediatamente o treinamento para o piso sintético. Disputará uma partida de exibição contra Pablo Andujar em Porto Rico pouco antes de jogar o Masters de Indian Wells, que começa dia 20 de março, e depois vem Miami.

Recomeço
Enquanto isso, Nick Kyrgios conseguiu enfim seu primeiro título de ATP. Ainda que tenha sido um 250, sua campanha foi notável, sem perder um único set para Richard Gasquet, Tomas Berdych e Maric Cilic. Melhor ainda: mostrou um tênis vigoroso, cheio de recursos, abusando do saque (o último game contra o francês foi com quatro aces).

Ainda é cedo para dizer que o problemático australiano está nos trilhos. Ao menos, estanca a fase instável que acompanhou o vexame dado em Montréal, se reaproxima do top 30 e mostra um tênis competitivo na superfície mais importante do calendário.

Saibro paulista
O Brasil Open começou de casa nova, ainda que sua estrutura esteja um tanto apertada no clube Pinheiros. Está bonito. Só me preocupa imaginar como será o deslocamento das pessoas se vierem as 3.500 esperadas, ou pior ainda para onde elas irão correr num momento de chuva.

Apesar de os quatro favoritos só estrearem na quarta e na quinta, o segundo dia tem jogos interessantes. Principalmente o que envolve Thiago Monteiro e o espanhol Nicolás Almagro. Aliás, o tênis nacional não ganhou até agora no Pinheiros, perdendo todos os seis jogos que fez.

Thomaz Bellucci tem uma chave propícia, pode muito bem ir à final já que Paire, Cuevas e Almagro ficaram do outro lado da chave. Outra atração para os paulistanos é poder ver Marcelo Melo e Bruno Soares juntos. Os dois treinaram na segunda-feira aspectos táticos e só isso já foi um belo espetáculo. Estamos falando de dois campeões recentes de Grand Slam. o melhor do mundo e de um top 10. Vale a pena.