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Frases para fazer pensar
Por José Nilton Dalcim
8 de maio de 2017 às 22:32

‘Eu garanto que (o novo treinador) será alguém que tenha tido experiências similares à minha. Não há muita gente no passado do tênis que tenha jogado nesse nível’
Novak Djokovic, ao chegar em Madri

‘Não tenho espaço na minha agenda tendo dois filhos, de 13 e de 15 anos, então minha resposta para voltar ao circuito como treinador é não. Não conseguiria fazer do jeito que teria de ser’.
Andre Agassi, respondendo à ideia de treinar Nick Kyrgios

‘É difícil viajar com uma mesma pessoa por 10, 12 anos. Por isso hoje em dia o relacionamento entre tenista e treinador dura cada vez menos, porque tem sido muito intenso. É muito tempo fora de casa, longe da família, passando muitas horas juntos’.
Andy Murray sobre Djokovic

‘Tinha uma motivação extra. Antes do jogo, muitas jogadoras me desejaram sorte, algumas eu nem costumo conversar. Venci não só por mim, mas por essas pessoas também’.
Eugénie Bouchard sobre a vitória contra Maria Sharapova

‘Derrotas como esta vão fazer de mim uma jogadora melhor’.
Maria Sharapova

‘Não é nada sério, apesar de ser dolorido. Incomoda o tempo todo e dá até alguma tontura’
Rafael Nadal sobre infecção no ouvido em Madri

‘Madri não é preparativo para Roland Garros. A bola voa muito, difícil jogar bem aqui nas primeiras partidas’
Stan Wawrinka

‘Ele não é britânico’
Daniel Evans, sobre Aljaz Bedene estar apto a tirar seu lugar do time da Copa Davis

‘Fazia tempo em que não me sentia nervoso diante de um grande público’
Bill Gates sobre jogo de duplas ao lado de Roger Federer

Precocidade
Amanda Anisimova, aquela que foi campeã do Juvenil de Porto Alegre em fevereiro, ganhou vaga para Roland Garros nas seletivas norte-americanas e, aos 15 anos e nove meses, será a mais jovem tenista a disputar o Grand Slam francês desde Alizé Cornet, em 2005.

Djokovic continua incógnita
Por José Nilton Dalcim
9 de fevereiro de 2017 às 23:28

É problema físico ou desmotivação? Existe mesmo uma crise pessoal ou a influência do ‘guru espanhol’ mais atrapalha do que ajuda?

Há todo tipo de especulação solta por aí e não é apenas entre fãs ou participantes de fóruns. Até mesmo especialistas e experientes jogadores encontram dificuldade para entender o que aconteceu com Novak Djokovic desde junho do ano passado.

Em um momento, ele entrou para o exclusivo rol dos que detinham todos os títulos de Grand Slam simultaneamente. O rei do tênis. Hoje, oito meses depois, só mantém um deles, que terá de defender justamente no saibro de Roland Garros.

Falta de preparação adequada e desleixo na parte física foram apontados pelo ex-treinador Boris Becker como a causa da queda acentuada de produtividade de Nole a partir de Wimbledon. Não se sabe o quanto isso pode ter influenciado seus sucessivos problemas físicos, ora com o punho, ora com as costas.

Depois de cair precocemente no Australian Open, portanto com tempo de sobra para estar voando na Copa Davis e no que viesse a seguir, as dúvidas só aumentaram quando ele pediu ajuda do fisioterapeuta ainda no primeiro set e fez uma atuação sem brilho diante do modesto Daniil Medvedev. Mesmo com tão pouca atividade, não se motivou a mudar o calendário e só reaparecerá em Indian Wells.

A opinião mais comum nos bastidores é que, apesar de ele estar perto dos 30 anos, algo que sempre pesa mais no tênis, o motivo principal de sua queda é o mental. O foco e a determinação que lhe deram tantos feitos espetaculares claramente não está mais lá. Ao contrário, temos visto um Nole reclamão ao melhor estilo Murray, lastimando a bola que tocou na corda, os pontos em cima da linha que o adversário jogou, a marcação do juiz e várias vezes se dirigindo muito irritado para seu próprio box, como se quisesse mais apoio.

Essa ‘linguagem corporal’ é um estímulo para o adversário. E ao somar tantas exibições irregulares e derrotas inesperadas, Djokovic começa a ser visto não mais como o homem a ser batido, mas como um tenista cheio de vulnerabilidades. A pergunta que mais corre solta é: ele vai conseguir reverter rapidamente o quadro?

‘A preocupação é grande na Sérvia’, garante o jornalista Vojin Velickovic à CNN. ‘Novak é uma espécie de Super-Homem aqui e Super-Homem não perde. As pessoas mudam até sua rotina para acompanhar as partidas na TV’. Também entrevistado, o ex-treinador de Roger Federer e Peter Sampras, o norte-americano Paul Annacone, acha que Djokovic teve apenas uma pequena queda e acredita na reação, porém em outro nível. “Seus erros acontecem por milímetros, há uma perda de intensidade. Porém ele ainda é capaz de jogar um grande tênis. No entanto, não imagino que ele voltará a dominar o circuito como fez em 2015 e 2016″.

Becker voltou a dar seu pitaco. ‘A questão é o quanto ele ainda deseja fazer o grande esforço necessário para se manter no topo. As perguntas que devem ser feitas é o quão importante o tênis ainda é para ele e se está disposto aos sacrifícios. Obviamente, ele tem o talento e a competência, mas terá de passar por cima de tudo se quiser ganhar mais um Slam’. Andre Agassi rasgou elogios e se diz esperançoso: ‘Ele é um dos maiores tenistas de todos os tempos e por isso eu lhe dou uma grande chance de se recuperar rapidamente’.

Concordo com Agassi e acho que essa reação precisa começar em Indian Wells e Miami. Nem precisa ganhar novamente os dois Masters, porém ter atuações fortes, convincentes. Menos teatro e mais eficiência. Quedas precoces ou jogos fracos podem lhe causar problemas ainda mais sérios, porque há as quartas de final da Copa Davis justamente antes da temporada de saibro. Pressão e mais pressão. Nole necessita voltar a ser a fortaleza de antes.

Djokovic ainda maior
Por José Nilton Dalcim
3 de abril de 2016 às 20:50

A primeira pergunta que se fazia ao início da temporada 2016 era se a supremacia de Novak Djokovic permaneceria intacta. Os números falam por si só. Se analisarmos a soma de pontos de cada tenista desde janeiro, veremos que o sérvio tem 4.340, apenas 45 a menos do que fez em 2015, com a diferença que ele disputou um torneio a menos. Mais importante ainda: há 12 meses, o vice era Murray com 2.420; hoje, Raonic tem 1.750.

Aos números também pode se acrescentar a campanha nos três grandes torneios da temporada. O título na Austrália veio com menor esforço do que na edição anterior, Indian Wells não viu a mesma dificuldade da final de 2015 e Miami desta vez chegou sem a perda de um único set. Para chegar ao hexa no Crandon Park, tirou dois top 10 especialistas em piso duro e superou dois dos mais fortes aspirantes da nova safra.

Nada mais justo então do que atualizarmos a crescente lista de façanhas de peso de Nole:

– Assume a liderança de percentual de vitórias na carreira, com 714 e 147 derrotas (82,92%). Supera Borg (82,7%) e Nadal (82,4%).
– Agora são 63 títulos no geral, um a menos que Borg e Sampras e a quatro de Nadal, sexto colocado da Era Profissional.
– Com 89 finais, se firma no top 10 do quesito e está apenas uma atrás de Agassi. Corre atrás das 96 de Laver e Nastase e das 99 de Nadal.
– A vitória sobre Nishikori foi a 167ª sobre um top 10. Aproxima-se cada vez mais das 198 do recordista Federer. Percentualmente, seu índice nesse quesito é de 67,6%, só atrás de Borg (70%).
– Ao encerrar a primeira fase da temporada sobre piso duro, iguala os 49 troféus de Agassi na superfície e sobe ao terceiro posto. A partir de agosto, busca o 50ª de Connors. Federer ainda está 11 à frente. Percentualmente, tem 84,3% contra 82,8% do suíço.
– Em nível Masters 1000, lidera absoluto com 28 conquistas e é terceiro em finais disputadas (40), muito perto de passar Nadal (41) e Federer (42). Aumenta também para 11 finais consecutivas em Masters que disputou.

O mesmo domínio se viu no circuito feminino, em que Victoria Azarenka fez o raro feito de levantar as taças de Indian Wells e Miami. A reação da bielorrussa era mais do que aguardada, desde que se livrasse do fantasma das contusões e recuperasse a confiança.

Ela volta ao quinto lugar de um ranking que não vê no momento um grande destaque. Serena Williams parece fora de forma; Simona Halep, Garbine Muguruza e Belinda Bencic estão sofrendo com problemas físicos, Aga Radwanska ainda não achou um padrão e Angelique Kerber ainda precisa mostrar que o salto espetacular na Austrália vá se manter.

Com Maria Sharapova afastada e Petra Kvitova em momento ruim, Vika pode sim aproveitar a brecha. E a chance é boa no saibro europeu. Ela defende somente quartas em Roma, oitavas em Madri e terceira rodada em Paris. É fato que não fez ainda um resultado espetacular na terra batida. A oportunidade não poderia chegar em melhor hora.