Brasil cruza os dedos
Por José Nilton Dalcim
9 de abril de 2017 às 12:50

Com a vitória deste final de semana no saibro equatoriano, o Brasil tentará retornar à elite da Copa Davis, onde esteve por duas vezes nos últimos quatro anos. Como sempre, jogar em casa será fundamental e a chance de isso acontecer é muito boa: passa dos 56%.

O regulamento da Davis determina que o país-sede de um confronto será sempre aquele que foi visitante no duelo anterior, retroagindo até 1972. Se o duelo for mais antigo ou se nunca aconteceu, um sorteio define o mando.

Assim, o Brasil jogará em casa se enfrentar Argentina, Suíça, República Tcheca e Alemanha, com chance ainda se der Japão. Como nunca encaramos os nipônicos, a definição da sede seria em outro sorteio. Esse é obviamente o quadro mais favorável porque, além de poder optar por um saibro lento tão depois do US Open, os adversários dificilmente trarão sua força máxima.

Assim, os suíços parecem uma ótima alternativa. Roger Federer está fora da Davis e Stan Wawrinka só arriscaria vir se perdesse muito cedo no US Open e tivesse um gigantesco espírito nacionalista. Neste ano, contra os EUA, escalaram Marco Chiudinelli e Henri Laaksonen e só ganharam um set. Os tchecos também são interessantes. Não devem ter Tomas Berdych, Radek Stepanek se recupera de cirurgia e o único top 150 é Jiri Vesely.

Como festa, certamente Argentina e Alemanha seriam interessantes. Também acho difícil Juan Martin del Potro vir ao saibro, mas os hermanos têm muitas opções ainda que conheçamos bem Guido Pella, Carlos Berlocq e Leo Mayer. A Alemanha poderia escalar Alexander Zverev e Philipp Kohlschreiber, que seriam grandes atrações por aqui. O Japão é sempre um convidado especial no Brasil, porém acho muito pouco provável que Kei Nishikori venha. Ainda assim, Yoshihito Nishioka e Taro Daniel podem proporcionar jogos duros.

Como visitante, o Brasil teria pouca chance porque Croácia, Canadá, Rússia e mesmo Japão certamente escolheriam pisos bem velozes e poderiam contar com suas estrelas. Mesmo sem qualquer top 20, os russos tem um grupo forte com Karen Khachanov, Daniil Medvedev, Andrey Kuznetsov e até o velho Mikhail Youzhny.

Nos jogos do Equador, Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro sentiram a dificuldade de jogar em grande altitude, já que a bola escapa demais. AInda encontraram um piso um tanto irregular. Bellucci deu um susto na sexta-feira, deixando escapar 2 a 0 e uma quebra contra Emilio Gomez, que chegou a ter 3/2 e saque no quinto set. A reação e vitória ajudou Monteiro a jogar mais tranquilo diante de um Roberto Quiroz que tirou tudo da altitude. A dupla, como se esperava, sobrou.

Além do Brasil, classificaram-se para a repescagem Portugal, Holanda e Belarus no Zonal Europeu; Índia, Cazaquistão e Nova Zelândia, no Asiático; e Colômbia na outra vaga do Zonal Americano. Desses todos, apenas Portugal e Colômbia jamais conseguiram chegar ao Grupo Mundial.

Semifinais interessantes
A França receberá a Sérvia e a Bélgica jogará em casa contra a Austrália nas semifinais do Grupo Mundial marcadas para o mesmo período da repescagem, ou seja, 15 a 17 de setembro. Duelos sem dúvida interessantes e com muito pouco favoritismo para qualquer lado.

Mesmo desfalcadíssima, a França atropelou os britânicos no saibro, o que reforça a imensa dependência que o time da Ilha tem em cima de Andy Murray. Com um grupo homogêneo, a Sérvia festejou a volta de Novak Djokovic e passou pela Espanha que não teve Rafa Nadal nem Roberto Bautista. Claro que as chances sérvias na semi dependem do tamanho do desgaste de Nole no US Open. Acredito que Yannick Noah optará por um saibro lento, já que tem mais opções.

Aliás, um saibro ainda mais lento deve ser a aposta da Bélgica em cima da Austrália, única forma de minimizar o fantástico serviço de Nick Kyrgios. Em grande momento, ele foi a sensação na vitória sobre os EUA, sem perder sets mas fazendo dois jogos bem duros, com direito a grandes reações. A cabeça do rapaz parece ter melhorado mesmo. Comandados por David Goffin, os belgas voltam à semi ao superar a Itália, que não pôde contar com Fabio Fognini.

Segundo maior campeão da Davis, a Austrália não disputa um título desde 2003, nos tempos áureos do agora capitão Lleyton Hewitt.


Comentários
  1. João ando

    Dalcim. Parece que a krystina pliskova está começando a decolar….será que chega no nível da Karolina? Sp lembro de dois irmãos gêmeos que chegaram mais ou menos no top 35 Olivier e….da Bélgica.esqueci o nome do outro…

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        1. João ando

          Verdade. Tinha esquecido das irmãs maleeva.Qual era o nome delas mesmo…?Manuela..?não lembro minha memória esta péssima.e tinha os Sanches tb .Javier Emílio e arantcha

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  2. Marcio

    Ser idealista com o dinheiro dos outros é muito fácil!!!

    O correto seria o torneio pagar o que puder de acordo com a arrecadação que tem, se o torneio masculino gera mais renda ele paga mais, simples assim.

    Há discussões que beiram o absurdo pela distância do bom senso.

    Claro que simbolicamente é válido essa forcacao de barra, mas alguém tem que arcar com os gastos destes caprichos, e nunca são os formadores de opinião.

    Vejamos, alguém já pensou em gsrantir q os valores que uma modelo da Chanel sejam idênticos aos pagos a um modelo do sexo masculino????

    Não porque é inviável, por situações óbvias no geral uma modelo mulher ganha muito mais que um modelo homem, pois existe mais mercado.

    O que as marias de plantão tem que fazer pra protestar de forma legítima, é passar a valorizar e assistir o tênis feminino e o futebol feminino, por que não??

    Aí sim a conversa teria o nível adequado.

    Senão, é sempre fácil ter capricho quando os outros é que pagam.

    Balela!!!

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    1. Fernando Brack

      Concordo completamente. No mundo capitalista, o que deve prevalecer é competência e meritocracia.
      Esse negócio de querer que homens e mulheres faturem a mesma coisa apenas alegando-se direitos,
      digamos, humanísticos, é uma farsa total. O exemplo da remuneração concedida a modelos femininas
      e aos homens na mesma profissão joga por terra todo o mimimi das mulheres nas várias atividades.
      Como bem disse o Márcio, em vez de reclamarem por ganhos iguais, tratem de fazer as atividades das
      quais participam serem tão atrativas quanto as dos homens. De cara, esporte não é uma área propícia,
      já que o naturalmente superior vigor físico dos homens lhes dão uma vantagem insuperável.

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  3. periferia

    Olá Dalcim…..dois ótimos resultados……Belucci e Monteiro venceram……principalmente a vitoria do Monteiro……será que no estágio que ele se encontra …um treinador estrangeiro poderia melhorar muito o jogo dele?…..ele está naquele momento que um empurrão pode fazer a diferença ……principalmente agora que o ranking dele permite jogar em palcos maiores.

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    1. José Nilton Dalcim

      Pode ser, mas é preciso perguntar ao Thiago se ele se sentiria confortável ao lado de um treinador estrangeiro. Às vezes, pode não ser a melhor solução.

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  4. Rodrigo S. Cruz

    O Bellucci há anos tem sido o jogador com melhores resultados de simples que temos,disparado!

    Não só em torneios ATP, mas principalmente em jogos da Copa Davis.

    Duro é ler os parasitas de sempre falando que o Brasil não avança na Davis por culpa dele.

    É muita sem-vergonhice intelectual.

    Quem colocaríamos no lugar dele, no caso? O Rogerinho, o André Ghem, o Jaspion?

    Ah, vai pro DIABO também…

    Implicância doentia, com o cara!

    Não tá feliz?

    Arregaça as mangas, escala os ranking e tenta fazer melhor, em vez de viver murmurando feito uma garotinha…

    PS> O Bello acaba de despachar o talentoso Frances Tiafoe em Houston, o jogador que mais trabalho deu ao Federer em Miami… No último ponto, o Thomaz foi aplaudido pelo rival. Engulam esta, zumbis!

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  5. Márcio Souza

    Muito tem se falado sobre o Federer e o que ele ja fez esse ano, o que ele ainda pode fazer e por quanto tempo ainda ele ira continuar jogando.

    Acho que nem ele ainda sabe, porque como ele mesmo disse a pouco, em Dubai ele percebeu que precisaria de mais tempo de descanso e que depois de Indian Wells e Miami, a gira no saibro se tornava inviável.

    Acredito que se fosse somente pela vontade dele, ele iria jogar oficialmente até as Olimpíadas de 2020 (ja que ele confirmou que ira jogar na Basiléia em 2019) e depois disso acredito que ele tiraria o resto do ano para descansar e avaliar se compensaria ele retornar ao circuito para jogar duplas masculinas e duplas mistas.

    Seria genial ve lo jogar duplas ao lado de Stan (que ja estaria também com seus quase 35 e não imagino ele jogando o circuito de simples com essa idade) o que pra mim seria uma dupla fortissima e candidata séria a vencer os principais torneios.

    E nos Slam poderiamos ter também a dupla mista com a Hingis (no ano passado poderiamos ter visto os dois em ação aqui nas Olimpíadas) o que certamente seria também uma dupla muito forte.

    Como disse são várias possibilidades (entre elas dele não sofrer ou sentir mais nenhuma contusão) mas a que a maioria dos torcedores dele gostaria de ver era ele ganhando muitos titulos ainda principalmente esse ano, a partir do ano que vem eu acho que os títulos serão bem menores em relação a esse começo de ano por exemplo, por questões óbvias, mas mesmo assim a frase célebre que aprendemos a dizer deve permanecer: NUNCA DUVIDE DE ROGER FEDERER!!!

    Que o GOAT descanse bem e volte competitivo novamente, do jeito que as coisas estão indo (Djokovic sendo um ponto de interrogação, Murray não sabe nem se joga Monte Carlo, Nadal só mostrará de fato como esta agora no saibro e os demais da nova geração e o Stan, só poderemos cravar alguma coisa durante os jogos portanto…) não duvido que o Craque dispute até o Finals pelo menos o número 1 novamente.

    Vamos aguardar e acompanhar essa gira no saibro sem o Rei.

    Saudações Federistas a todos os colegas do Blog também torcedores do GOAT e aos demais colegas anti Federer também mas que engrandecem esse Blog demais, e um abraço ao Mestre Dalcim também.

    Abs.

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  6. Pieter

    Muito boa vitória do Thiago lá no Texas sobre o cabeça de chave nº 07, o Donald Young, em dois rápidos sets.
    Resultado um tanto surpreendente pois o americano está em ótima fase.
    Parabéns ao cearense! Tomara que ele embale e vá longe.

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  7. Alexandre Maciel

    Dalcim, permita-me dar uma escapulida do assunto e me aproveitar um pouco de seu vasto conhecimento , mas é que ontem fui bater uma bolinha e me compliquei todo pelo fato de estar jogando com bolas novas. Meu jogo não é lá dos melhores, mas definitivamente ele cai muito quando jogo com as amarelinhas recém saídas do tubo.

    A quadra estava lenta (devido chuvas do dia anterior), perfeita para enfiar a mão e eu não estava conseguindo controlar a bendita bolinha. Qual sua sugestão? É apenas uma questão de praticar mais com bolas novas? Devo segurar mais o braço? Ou quem sabe mais tensão nas cordas poderia resolver um pouco do drama?

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    1. José Nilton Dalcim

      Você acertou na receita: se você tem dificuldade em controlar, o correto seria aumentar a tensão da corda. Segurar o braço é muito ruim. Se você tiver duas raquetes, use tensões um pouco diferentes (50 e 52, por exemplo) para que possa trocá-las no caso de uma bola que não está habituado. Abs!

      Responder
      1. Alexandre Maciel

        Verdade, mestre. Não havia pensado nessa alternativa (manter sempre uma raquete com tensão um pouco diferente da outra). Abraço…

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  8. Luiz Fernando

    Acabo de ler q Murray está com sua participação em aberto em MC, fruto de lesão no cotovelo. Incrível como ele, Djoko e Rafa volta e meia tem problemas físicos, q estão aparecendo com maior frequência na medida q envelhecem. Nessa faixa etária Federer raramente apresentava problemas dessa natureza, demonstrando seu físico privilegiado. Creio q justamente por isso está pulando boa parte da temporada de saibro, pois ninguém melhor do q ele sabe dos seus limites, numa idade avançada p um tenista profissional. Não gosto dele, mas tenho q admitir q ele sempre geriu sua carreira com muito mais bom senso do q a média dos demais grandes campeões contemporâneos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Na verdade, Murray está vacilante porque diz que não está conseguindo produção com o saque, e então talvez fosse melhor se preparar mais e ir direto para Barcelona.

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      1. Marcelo

        Acho que o Murray está correto em pular Monte Carlo se achar necessário. É um saibro bem lento e ele nunca se deu bem lá. Entrando sem ritmo e voltando de lesão pode amargar uma eliminação precoce, o que abalaria ainda mais sua confiança.

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    2. Fernando Brack

      Nâo é só questão de ter um físico privilegiado. Acho até que isso nem é fator diferencial entre eles.
      O grande diferencial é de estilo de jogo. O simples fato de Djoko, Nadal e Murray terem BH de duas
      mãos já produz uma multiplicidade de movimentos e esforços diferentes sobre seus corpos.
      Some-se a isso o fato de Federer ter um estilo muito fluido, usando com maestria o peso do corpo e
      suas alavancas naturais e temos um cara que sofre menos os impactos deste esporte.

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  9. Gustavo

    Dalcim, como funciona essa “política” de jogos exibições? São totalmente de comadre, talvez até com tempo de duração estipulado, ou no fim das contas ocorre uma disputa pela vitória?
    Federer bateu Murray na Suíça, e haverá outro jogo beneficente na Escócia entre os dois. Dessa vez será a vez do escocês levar a melhor, ou o Roger tem o “direito” de estragar a festa? Rsrs
    Obrigado!

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    1. José Nilton Dalcim

      Ah, a ideia é fazer um jogo legal, competitivo, mas sem exagerar no desgaste… Então eu posso apostar com você que o Murray vai ganhar na Escócia… rsrs…

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  10. Luis

    Dalcim vc acha que o Thiem ta um pouco abaixo do Kyrgios e Zverev quando enfrenta o big 4 ? E e’ engracado que o Thiem ganhou mais titulos importantes alguns ATp 500 e melhor ranking ,tomara que os 3 consigam ainda em 2017 estar no top 10 seria boa renovacao na Atp rs,essa temporada de saibro sera’ ruim sem Federer como diz a Sonia rs,que surpreenda em Paris rs

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  11. Mauricio Luis *

    A Billie Jean King lutou feito uma louca pra igualar a premiação de homens e mulheres. Mas sempre vão ter os ‘do contra’, que querem fazer igual caranguejo e andar pra trás.
    Tênis feminino não é melhor nem pior que o masculino. É diferente. Mas dedicação, esforço, controle dos nervos, tudo isso não se mede com uma régua, e vale pros dois sexos.
    Ex: se uma mulher corre menos rápido que um homem, é por ter menos músculos, e não porque se esforçou menos do que ele.
    Por essas e por outras que eu acredito que a premiação igual é justa

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    1. Guilherme Prates

      Tecnicamente o jogo eh pior e isso nao se discute. Tem duvidas olha as curtidas em relação a wta e atp. Pedir premios iguais fazendo torneios juntos eh barbada nadando na onda. Quero ver fazer isso com datas diferentes só com o público da wta.

      Responder
    2. Alice

      Mauricio, passei aqui só pra dizer que você disse TUDO!!! Concordo plenamente com t-u-d-o. Certas coisas não se medem, e se os homens fazem coisas “maiores” em quadra, como correr mais / maior potência…Isso se deve basicamente a capacidade biológica/física maior de fazer isso do que as mulheres! :)

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    3. José Eduardo Pessanha

      Eu entendo que a premiação deveria ser proporcional ao interesse despertado, ao valor cobrado pelos ingressos ou de acordo com a audiência da televisão. Ou seja, a premiação deveria ser diferente, pois, sem dúvida, há uma discrepância absurda de nível. A Sharapova, com 30 anos de idade, não deve ter dado 1 slice na vida. E podemos citar vários outros exemplos. O tênis feminino foi bom na época da Graf, da Davenport, da Hingis e da Henin. Abs.

      Responder
      1. Mauricio Luis *

        José Eduardo, boa noite. Você disse quase o mesmo que o Fernando Brack, então, considere a mesma resposta que dei a ele. Grato.

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    4. Maurício Fonseca

      Pode ser justo.

      Mas um Grand Slam para as mulheres exige muito MENOS esforço que para um homem. Não muda absolutamente nada para elas, pelo contrário, fica menos desgastante:

      a. Torneio normal: 5 partidas melhor de três sets em sete dias para quem chegar na final.
      b. Grand Slam: 7 partidas melhor de três sets em 14 dias para quem chegar na final.

      Simples assim.

      Responder
    5. Fernando Brack

      Assunto controverso, que sempre gerou e continuará gerando polêmica.
      O tênis, tal como qualquer esporte e junto a outras múltiplas atividades, é um espetáculo de
      entretenimento público. Sendo assim, a remuneração dos atletas deveria ser proporcional à
      atratividade de público e volume de patrocínios que a atividade gera.
      Nesse sentido, tenistas homens deveriam ser mais bem pagos que as mulheres. Não é uma
      questão do empenho e energia dispendidos por ambos os gêneros serem os mesmos. Tênis
      é show e se o dos homens é melhor que o das mulheres, no aspecto de público e disposição
      em pagar ingressos mais caros (não que não se possa gostar mais do tênis feminino), então
      não há dúvida: homens deveriam ganhar mais.
      Um exemplo clássico é o futebol. As meninas se empenham e se esforçam tanto quanto os
      homens. Ou alguém duvida disso? Só que o ‘show’ dado pelas mulheres tem uma fração da
      atratividade do show dos homens. Resultado? Os homens ganham absurdamente mais.
      É bem diferente de outras tantas atividades, onde se uma mulher alcança a mesma posição
      que um parceiro homem ela deve sim receber a mesma remuneração.

      Responder
      1. Mauricio Luis *

        Fernando, acho esse seu argumento – premiação proporcional ao patrocínio e ao interesse – válido sim. Você falou ‘coisa com coisa’.
        O meu raciocínio parte do seguinte: diferentemente de basquete, vôlei e outros esportes, os Slams são disputados no mesmo espaço físico e ao mesmo tempo. Então, nem sei se é possível ficar fazendo contas pra separar quem está lá pra ver exclusivamente a Serena, ou exclusivamente o Federer… ou, quem sabe, pra ver ambos.
        Teriam que entrevistar um por um dos torcedores pra se chegar a uma divisão justa e proporcional.
        Consideremos que o prêmio “a mais” pago às mulheres não é perdido. Serve para incentivar as categorias de base.

        Responder
        1. Fernando Brack

          Nesse caso dos Slams, Maurício, eu diria que as mulheres estão se beneficiando do fato
          de estarem disputando a competição no mesmo espaço e tempo que os homens. Pense
          nos Slams masculino e feminino sendo jogados em semanas diferentes. Qual versão vc
          acha que atrairia mais público, supondo ingressos de mesmo valor?

          Responder
          1. Mauricio Luis *

            O dos homens geraria + patrocínio e público. Mas o fato é que não é separado. Então as mulheres acabam beneficiadas. Não vejo nada de errado nisto. Não é dinheiro perdido: serve para justamente diminuir essa diferença, com investimentos na base.

        2. Fernando Brack

          Como lembra em outro post o colega Márcio, existem outras atividades em que as mulheres
          têm mais apelo e ganham muito mais que homens fazendo a mesma coisa. No entanto, não
          vejo nenhuma mulher lutando para que tais ganhos sejam equiparados.

          Responder
    6. Fernando Brack

      Em termos de esporte, o basquete é outro bom exemplo, especialmente nos EUA. Vejam lá se
      as jogadoras mulheres ganham a mesma coisa que seus milionários parceiros de modalidade.
      No way! E nunca ganharão, pois jamais darão o mesmo espetáculo que os marmanjos.

      Responder
  12. José Eduardo Pessanha

    Relembrando que já estamos indo pra quase metade do ano e os prognósticos estão ocorrendo de acordo. Errei o palpite do Murray e vou errar o do Japa, mas os principais acontecimentos estão acontecendo a “olhos vistos”. kkkkk. Eis o fim da Corrida Maluca Maratenística do Tênis, com Dick Djokovic e o Capitão Caverna e seu tacape (Rafael Nadal) indo ladeira abaixo. Sim, Nadal também está mal. Deu uma tremenda sorte no sorteio do AO e de Indian Wells, mas isso não acontecerá para sempre. Como diz O Lógico, o epitáfio do Maratênis será NA LAJE. Abs

    JOSÉ EDUARDO PESSANHA
    15 de dezembro de 2016 às 00:17
    Pitacos 2017:

    1- Nadal acabou;
    2- Djokovic acabou;
    3- Murray ganhará o Australian Open;
    4- Federer ganhará Wimbledon;
    5- Federer x Murray na final de RG. Ou seja 3 a 0 pro Craque;
    6- Zverev no top 10 e Kyrgios no top 5;
    7- Nishikori ganhará o US Open;
    8- Ascensão meteórica de Félix Aliassime no ranking, inclusive furando o top 100;
    9 – Federer alcançará Lendl em títulos;
    10- Flamengo campeão brasileiro e da Libertadores.

    Um ótimo Natal a todos. E um feliz Ano Novo também. Abs.

    COMO OS CARAS ESTÃO SOFREEEEEENNNNNNDDOOOOOOOOOO.

    Responder
  13. Luis

    Nando a narracao do Galvao no tenis seria mais menos e’ aceeeeeee kkkkk,olha a paralela do Federer kkkk,Dalcim concordo com Nadal de a Davis nao ser todo ano talvez 2 em 2 anos rs,Agassi elogiou Federer ainda pode jogar mais 4 ou 5 anos rs

    Responder
  14. Julio Sc

    Gostei do Japão!

    Bellucci destruiu Nishioka no US Open anos atrás.

    É torcer pro Nishikori não ir pra Davis que nossas chances serão 50-50.

    Não tem como escolher tanta coisa melhor, só se a gente ganhasse o sorteio e fizesse no saibro.

    Responder
    1. Alice

      O atual número #1 do mundo na ATP, por enquanto continua sendo Andy Murray…

      Federer está “apenas” na primeira posição no que diz respeito a corrida para Londres, e claro é o jogador mais vitorioso no ano até esse momento!

      Responder
  15. Beto Souza

    Bom dia Dalcim!
    Saindo um pouco do contexto.
    Dalcim lendo uma matéria agora pouco sobre o veterano Tommy Haas que ele venceu uma partida vãos 39 anos.
    Queria te perguntar! Porque ele não despontou na carreira devido ao grande talento que ele tem? É legal vê ele jogar.
    Grande abraço.

    Responder
    1. Ramon

      O Cara foi número 2 do mundo.
      Mais de 500 vitórias.
      15 títulos
      diversas vitórias sobre top 10
      Gaanhou Masters
      Semifinalista de Slam

      Na minha opinião o cara despontou, e como despontou.
      Sempre faço essa comparação —> Já imaginou você ser o segundo melhor do mundo na sua profissão? Bom, ele teve esse gostinho.

      Abraços!!

      Responder
      1. Beto Souza

        Boa noite Ramon!
        Acho que mencionei a palavra errada, não seria (despontou na carreira) e sim porque não ganhou nenhum “slan”.
        Valeu pelo esclarecimento!

        Responder
  16. Luiz Fernando

    Japão franco favorito nos jogos de simples com Nishikori e Nishioka (parece dupla caipira), se ambos jogarem, é claro. Brasil favorito nas duplas. Resumo: somos zebra.

    Responder
  17. Alexandre Maciel

    Demos azar, pegaremos o Japão. Nem tanto pelos adversários, acredito que o Brasil tenha chances reais de bater os japoneses, porém a viagem em si deve ser o maior adversário.

    Dalcim, quem vencer a repescagem volta ao grupo mundial em 2018?

    Responder
    1. Ronildo

      Vai falar o quê depois das campanhas do Federer? E a Navratilova? Depois que o Federer perdeu o primeiro lugar do ranking​ a primeira vez, acho que em 2008, ela disse que ele nunca mais voltaria a ser número 1. Ele recuperou a posição, se não me engano em 2012 e muita gente pegou no pé dela. Será que ela ficaria feliz de ver o Federer como líder do ranking de novo?

      Responder
  18. João ando

    Vou torcer pela Suíça. Torcendo para stans e Roger vir. Mas se não vir que venham os reservas e o Brasil passe…mas com Dutra e Silva e Monteiro.Thomaz não.

    Responder
  19. Sônia

    Dalcim, alguns colegas questionaram a beleza do meu Lindinho, affffffff. Pois bem, quem conseguiu assistir a exibição DELE hoje, pôde observar o quanto ELE é ÚNICO, GOSTOSO, MARAVILHOSO… que exibição fantástica, que momentos divertidos, adoooooooooorei. Roger Federer, depois de voce, os outros são os outros e só. Beijos.

    Responder
        1. Sônia

          Rsrsrsrsrsrs, como nada a ver? Que mau humor, socorro, meus sais. É Roger Federer baby, acabei de assistir “de novo” essa exibição, show, show, show, show, showshow. Beijos.

          Responder
  20. Fernando Filho

    Dalcim, eu estive pensando sobre essa questão de o Federer pular a gira de saibro europeu… Claro que há toda a preocupação com a parte física, mas será que o suíço não quer, além de descansar o corpo, se resguardar de uma possível derrota contra o Nadal, e assim chegar em Paris “mandando no confronto” ? Todos sabemos que a grande pedra no sapato do Federer em Roland Garros sempre foi o Nadal…

    Apenas algo que passou pela minha cabeça. O que acha?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pode ser, mas não acho que Nadal seja o problema principal dele. Não vamos esquecer que o atual campeão de Paris é o Djokovic.

      Responder
      1. Carlos Emerson

        Sr Dalcim como é que é?realmente não é pelo Nadal não no saibro e o ultimo campeão foi djokovic quantas vezes Roger perdeu de Rafa só em RG?poxa o contraditório é fogo viu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Tênis é acima de tudo, momento…

          Não tem como comparar o Nadal IMBATÍVEL no saibro, de anos atrás, com este Nadal de agora que apesar de forte, é perfeitamente ganhável.

          Responder
    2. José Nilton Dalcim

      Pode ser, mas não acho que Nadal seja o problema principal dele. Não vamos esquecer que o atual campeão de Paris é o Djokovic.

      Responder
  21. Mauricio Luis *

    A Pavlyuchenkova fez a Angelique Kerber correr, correr, correr… que nem uma condenada. Mais uma vitória da iniciativa sobre a passividade.

    Responder
    1. Mauricio Luis *

      ALIÁS, a alemã bem que tentou dar umas respostas agressivas, quando viu que estava com a corda no pescoço… mas errou. Errou resposta, errou deixadinha… levantou com o pé esquerdo.

      Responder
  22. Luis

    Dalcim uma duvida fora do assunto davis rs,por que o Sportv nao transmite o aberto da Australia e o Slam no saibro de Paris teria de abrir mao dos masters 1000 e do Finals? A Espn transmite 3 slams acho so’ nao Wimbledon rs,ainda sobre o Federer o suico disse que nao se acha perfeito rs,viu Sonia kkkk

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não tem relação um torneio com o outro. Mostra quem compra os direitos dos Slam, que são negociados um a um. Sportv dividiu os direitos do US Open com a ESPN.

      Responder
  23. Leonardo lima

    Boa tarde Dalcim
    Quanto aos confrontos acho que o Canada seria a melhor opçao, mesmo sendo fora de casa e num piso veloz.
    1: porque tanto o bellucci quanto o thiago monteiro vão bem em um piso veloz( nem tanto o thiago, mais o bellucci )
    2 : porque o canada so possui um tenista de expressao ( e que se destaca so em duplas ) , tem outros nomes como Frank dancevic, philip bester, Denis shapovalov, esses nao impoe nenhum medo.
    E todos os outros possiveis adversarios possuem um grande destaque .
    O que acha Dalcim ?

    Responder
      1. Miguel Bsb

        O Palmeiras não tem mundial??? Azar do mundial!! Avante Palestra!!!
        Um dos maiores times do mundo, e, com certeza, o maior do Brasil! Os títulos nacionais não mentem…

        Responder
      2. Luiz Fernando

        Procurei no google e achei a data do título mundial do Palmeiras: 30 de Fevereiro. Mas de fato é um dos grandes, isso é inconteste…

        Responder
        1. Carlos Reis

          kkk Por favor, não discutam sobre esse esporte ridículo aqui, pouca importa se o Palmeiras tem ou não tem “mundial”… Futebol = fábrica de idiotas

          Responder
  24. Fabio F

    Torço muito pelo Rogerinho. Seu estilo de jogo me agrada e ele tem sido um lutador incansável, a despeito de eventuais limitações técnicas. Além de tudo, parece-me ser uma boa pessoa, sem estrelismos ou ataques de mau humor (corrijam-me se estiver errado, afinal não o conheço pessoalmente).

    Dalcim, um jogador nessa idade, com as características dele e considerando o atual cenário do tênis brasileiro poderia seriamente almejar ser o número 1 do país?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Número 1 do país com certeza. E pode acontecer já nesta quinta-feira, desde que Rogerinho chegue às quartas em Houston e Bellucci perca na primeira rodada. Monteiro também está na briga e para passar terá de pelo menos ser semifinalista.

      Responder
  25. Castilho

    Dalcim,
    Muitas sugestões sempre aparecem de todos os lados, agora eu lhe pergunto, existe alguma chance real de ocorrer alguma mudança nas regras da Davis (jogos em melhor de 3 sets por exemplo)?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que essa é a maior possibilidade, porque já foi aprovada pelo Conselho para ser ao menos votada. Seria idêntico à Fed Cup, que joga duas simples no sábado e depois duas simples e a dupla como último jogo no domingo.

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  26. Felipe

    Bom dia,

    Durante a semana do torneio de Miami, ia escrever um comentário reclamando da parte esportiva dos jornais impressos… eles não falam nada de tenis!!! Isso sempre me chamou a atenção… a pouca relevância que as redações dão à modalidade.
    Hoje sou surpreendido com uma bela reportagem sobre o RF no estadão…

    Responder
    1. Sergio Ribeiro

      A pequena diferença é que GUGA marcou os TRÊS pontos, na épica Vitória sobre a Armada na casa deles. É assim como THOMAS KOCH levou o Brasil a uma Semi . Abs!

      Responder
  27. Pieter

    Passando por aqui, nesta manha preguiçosa mas estimulante de segunda-feira, para registrar meus parabéns ao valente Rogerinho, um tenista que, em minha humilde opinião, tira leite das pedras e é merecedor de todo o respeito.
    Merecidamente um top 70 aos 33 anos! Que ele continue batalhando pelo circuito, quem sabe não consegue outros feitos?
    E para assinalar a oceânica diferença de competitividade entre o tênis masculino e feminino: uma número um como a Kerber é brochante!
    Mera esforçada devolvedora de bolas, não consegue nem derrotar a Pavlyuchenkova, vem fazendo uma temporada medíocre e, ainda assim, lidera o ranking???!!!
    Só pode ser piada…

    Responder
    1. Ronildo

      Posso estar errado e acho a Kerber uma tenista fantástica, ninguém consegue ser número 1 por acaso, mas parece que ela vai perder o posto e não vai voltar mais. Mas, pode também perder o posto este ano e voltar novamente muito competitiva em 2018, quem sabe? Porém já entrou no seleto clube das que alcançaram o topo do ranking.

      Responder
    2. Carlos Reis

      As feministas vão querer me matar, mas não sou consigo MENTIR, o esporte feminino é muito inferior ao masculino, jamais os prêmios de torneio poderiam ser iguais… Quem quer ver futebol feminino por exemplo?

      Responder
      1. Mauricio Luis *

        Então, Carlos, eu não sou feminista, nem mesmo mulher eu sou. Mas eu gosto de ver o tênis feminino. Porque há muitas coisas a se considerar, não é só força e volocidade. O tênis não é só isso. Fosse só questão de força, melhor seria ver campeonato de levantamento de peso. Fosse só questão de velocidade, melhor seria ver os 100m rasos da Olimpíada.
        Elas tem o jeito delas. Por terem menos músculos, são mais lentas. Mas entra também o equilíbrio emocional, a imprevisibilidade, a superação. O esforço pra chegar ao topo. Tudo isso não tem sexo.
        E não abro mão de ver as minhas ‘musas’. Algumas, além de jogar bem, enfeitam a quadra e enfeitiçam os fãs.

        Responder
        1. Fernando Brack

          Mas isso não tem a ver com o gosto pessoal de cada um. Trata-se do quanto o esporte
          praticado por homens e mulheres atraem o público e os patrocinadores. Pode-se claro
          gostar mais do tênis feminino, mas o que manda é a massa.

          Responder
      2. Mauricio Luis *

        Então, Carlos, eu não sou feminista, nem mesmo mulher eu sou. Mas eu gosto de ver o tênis feminino. Porque há muitas coisas a se considerar, não é só força e volocidade. O tênis não é só isso. Fosse só questão de força, melhor seria ver campeonato de levantamento de peso. Fosse só questão de velocidade, melhor seria ver os 100m rasos da Olimpíada.
        Elas tem o jeito delas. Por terem menos músculos, são mais lentas. Mas entra também o equilíbrio emocional, a imprevisibilidade, a superação. O esforço pra chegar ao topo. Tudo isso não tem sexo.
        E não abro mão de ver as minhas ‘musas’. Algumas, além de jogar bem, enfeitam a quadra e enfeitiçam os fãs.

        Responder
      3. Sônia

        Acompanho tanto o circuito masculino quanto o feminino de tênis. O circuito feminino evoluiu bastante, há jogos muito bons. Em relação ao futebol feminino, acompanho apenas os jogos da seleção e os jogos de outras seleções também onde o nível técnico é melhor. Em relação ao futebol masculino, não assisto mais nada. Portanto colega, assistir ou não assistir, depende de gosto e gosto não se discute. Beijos.

        Responder
      4. Roberto Rocha

        O esporte feminino realmente é, muitas vezes, sem graça em comparação com o masculino. Mas nem sempre. Vôlei, natação, várias competições do atletismo…São interessantes de assistir no feminino. Mas realmente, no tênis…um horror…Não consigo passar do primeiro set…É como o futebol feminino: cheio de erros e praticado em câmera lenta…

        Responder
    3. Mauricio Luis *

      Pieter, faço minhas suas palavras quanto à Kerber. Está como primeira do ranking como uma circunstância de momento. Serena é muito melhor, mas disputou poucos torneios. Até a Venus ganhou da alemã.
      Tá mais sem graça que repolho cozido sem sal. Mas tem outras com jogo + bonito e interessante. Pena que não tenham regularidade pra acumular pontos.

      Responder
  28. Maurício Fonseca

    Nadal acumula agora:

    7 derrotas consecutivas contra Djokovic (com 15 sets perdidos e nenhum vencido)
    4 derrotas consecutivas contra Federer (com 9 sets perdidos e 3 vencidos)

    Do Big Four, só faltou o Murray “pegar o endereço” do espanhol, rsrsrs,… (Se bem que conseguiu a façanha de finalmente bater o espanhol no saibro – duas vezes em Madrid…)

    Responder
  29. Guilherme Prates

    Tb acredito q o federer nao viesse ja torci no passado pra acontecer esse confronto, mas uma ressalva: ele tem histórico de salvar a Suíça do rebaixamento.

    Responder
  30. Rodrigo S. Cruz

    Bia derrota Teliana, em jogo muito nervoso.

    7/6 4/6 e 6/4 e entra na chave do WTA de Bogotá.

    Resultado mais do que justo, apesar da dificuldade…

    A tendência é que ela evolua, e que os próximos confrontos sejam definidos de maneira mais fácil.

    Responder
  31. Caio Miguel Puhl

    Boa noite, Dalcim!

    O que acha de fazer um post explicando sobre a relação ATP-ITF? Parece difícil entender porque as duas não se unem… Caso ache necessário né, pois pode ficar muito breve em uma resposta de fórum (tentando acrescentar com algo para o blog).

    Abs!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      As duas já se uniram e desuniram incontáveis vezes desde a fundação da ATP, em 1973, Caio. É antes de tudo uma luta pelo poder do circuito. As coisas estavam apaziguadas até as Olimpíadas do Rio, aí o caldo entornou quando a ATP exigiu compensação financeira para liberar a pontuação para os Jogos. Enfim, elas têm de conviver porque os Grand Slam da ITF são a coisa mais importante do calendário e a ATP não pode simplesmente passar por cima disso.

      Responder
  32. Mauricio Luis *

    Puxa, a Angelique Kerber… que número 1 mais sem graça… Resultados medíocres, sem brilho, que coisa mais aguada! A sorte dela é que a Serena está contundida.
    Mas é claro que ela não tem culpa disso.
    Por falar em Serena, há 3 coisas só que podem derrubá-la: contusão, idade e temperamento. No mais, não tem pra ninguém.
    Volta, Serena! Mas esperamos por você o tempo que precisar, até se recuperar.

    Responder
      1. Anti anti-jogo

        Pessoal acha que número 1 tem que ser sempre alguém que esmague, passe por cima dos adversários… Ou seja, que sempre os mesmos ganhem sempre, Eu hein….

        Responder
    1. TennisGirl

      Torcendo pela volta da Serena, Azarenka e até mesmo da Sharapova. O tênis feminino precisa urgentemente de mais competitividade e carisma. A Kerber parece que nem gosta de jogar, sempre tão séria. A Konta joga bem, mas nada de espetacular. Enfim, é torcer para que a WTA fique mais interessante de assistir.

      Responder
  33. Rafael Wüthrich

    Vi as partidas de Kyrgios na Davis e ao olhar não apenas a atitude em quadra, mas as expressões faciais percebemos: está de bem com a vida o australiano. Se divertindo em quadra, jogando de forma compenetrada em cada confronto, lidando com o fato da pressão estar sobre as costas. Temos que dar um prêmio para a tenista que é namorada dele: conseguiu fazer Kyrgios perceber que o tênis é mais que um ganha pão pra ele, e que ele pode ser muito melhor que o resto. Escrevam isto: a se caminhar nessa toada, Nick Kyrgios termina no mínimo como 6 do mundo no fim do ano.

    Responder
    1. João ando

      Vamos torcer par que não. Precisa ainda amadurecer e não fazer mais atitudes d eselegantes. Não gosto dele como esportista. Como tenista tem um talento absurdo…mas isso o coria tinha mas era mal educado tb e debochado

      Responder
  34. Luis

    Dalcim mudando o assunto da davis rs,acharia legal um titulo da Australia com Hewitt capitao rs,sobre Federer voltou a dizer que ainda quer conquistar coisas no tenis e sente feliz com mais de 30 anos com grande tenis ainda,que conquista o suico ainda tenta,sera’ mais um Slam? rs,o numero 1 parece em segundo plano

    Responder
  35. Renan Nabeshima

    Resultado previsível da equipe brasileira no Equador. Acredito que os donos da casa poderiam ter dificultado mais o confronto se tivessem optado pelo piso sintético. Apesar de ser um tenista de qualidade técnica inferior, Quiroz vinha com confiança após ter alcançado a final do Challenger de León, que também foi disputado em quadra dura.
    A semana também foi positiva para o Brasil no circuito Challenger. Rogerinho conquistou o 10º título dele na categoria e se tornará amanhã o 16º brasileiro a atingir o top 70 do ranking de simples da ATP. Ele entra agora para o seleto grupo que inclui Gustavo Kuerten (1), Thomaz Bellucci (21), Thomaz Koch (24), Fernando Meligeni (25), Luiz Mattar (29), Marcos Hocevar (30), Jaime Oncins (34), Carlos Kirmayr (36), Flávio Saretta (44), Cássio Motta (48), Ricardo Mello (50), André Sá (55), Marcos Daniel (56), Júlio Góes (68) e João Souza (também 69).
    Faltou pouco para que o tênis brasileiro tivesse três tenistas entre os 80 melhores do mundo pela primeira vez desde 14 de abril de 2003, quando Guga (15), Saretta (78) e Sá (79) estiveram nessa faixa de ranking. Thiago Monteiro ficou provisoriamente no top 80 durante praticamente toda a semana, mas foi superado pelo britânico Aljaz Bedene, campeão em Sophia Antipolis neste domingo.
    Abraços, Dalcim!

    Responder
  36. Felipe

    Boa noite!!

    Não entendi o motivo do Bellucci ter jogado hoje… não seria mais produtivo colocar algum outro jogador sem experiência para ir se acostumando??? Também não entendi o motivo de tanto sufoco dele para ganhar o jogo mas isso é uma outra história rsrsrs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A única substituição permitida seria por um dos duplistas. Acredito que ele e Monteiro preferiram jogar e treinar, já que vão direto para Houston.

      Responder
  37. Márcio Souza

    E a equipe do Brasil fecha a sua participação no zonal americano contra o Equador de forma arrasadora, 5 a 0.

    Parabéns aos meninos!
    Fizeram o que se esperavam deles diante de um adversario fraco.

    Agora é que o bicho pega e o próximo adversário é que define a participação no Grupo Mundial novamente para 2018.

    Esperamos que até lá o Bellucci e o Monteiro nossos principais tenistas nos jogos de simples estejam bem e juntamente com os nossos ótimos duplistas que quase sempre conseguem vencer as suas partidas de duplas, consigam essa vaga para o nosso tênis.

    Sei que ainda estamos LONGE de repetir o feito da Argentina no ano passado, que mesmo com Delpo ainda meia boca, foram campeões de forma fantástica.
    Estamos longe em vários aspectos, porém precisamos pelo menos nos manter no Grupo Mundial, o que de certa forma, elevaria o nome do Brasil a ponto das empresas investirem mais nesse esporte que tanto amamos e que os patrocínios venham ajudar e muito nesse fortalecimento do esporte em nosso cenário Nacional.

    Quem sabe daqui uns 5 ou 10 anos consigamos ter uma geração promissora no tênis?
    Não é jogando zonal americano todo ano que iremos mudar a cabeça de quem comanda o tênis no Brasil de é necessário haver uma reestruturação forte na maneira como se administra o tênis no Brasil.

    Parabéns meninos, pelo menos não foi aquele sufoco do ano passado, esse ano o sofrimento foi menor.

    Responder
  38. TennisGirl

    E quanto àquela comemoração do Bellucci, jogando a raquete e falando um monte de palavrões? Vi no Twitter muita gente elogiando, achando positivo. Sei lá, o cara conseguiu complicar um jogo até então tranquilo para ele e depois reage daquele jeito? Sei que ele devia estar aliviado, mas gostaria de ver menos tensão. Aliás, vendo o Belo jogar, nem parece que ele gosta do esporte. Falta se divertir em quadra um pouco. Bom que o Brasil passou pelo Equador, mas ainda é muito pouco de um país do nosso tamanho, com tantos potenciais jogadores. Acabamos de receber as Olimpíadas, mas quem achava que o esporte brasileiro fosse sair do vermelho se enganou. Bonito de ver a decisão do WTA de Charleston ser decidido entre duas adolescentes, que têm tudo pra subir no ranking. Enquanto isso, nossas jogadoras passando aperto nos challengers…

    Responder
    1. Sônia

      Isso sem falar do “dedinho” que o mesmo costuma mostrar para a torcida brasileira. Hoje ele estava dando risadinhas do fraquíssimo tenista equatoriano. Atitude nada nobre. Quero ver essa atitude na gira européia do barro. Beijos.

      Responder
  39. Luis

    Dalcim a copa Davis perdeu um pouco brilho nos ultimos anos? Talvez so’ aumenta interesse com quando uma grande estrela como Federer na Suica ou Wawrinka estao presentes ou Djokovic na Servia,Nadal na Espanha mas costumam jogar poucas vezes os grandes tenistas,sobre os masters no saibro Nadal parece favorito sem Federer,parece que vai Paris vai ser aberto sem o Nadal que dominava saibro,Djokovic e Murray sao incognitas rs,Federer sem pressao,Wawrinka correndo por fora,Thiem

    Responder
  40. Ronildo

    Dias atrás o Nadal falou algo muito interessante sobre a Davis, deveras muito mais que interessante, na verdade ele mostrou o x da questão e segundo meu entendimento ele deu a solução para a equação atp/atletas/calendário/carreira individual/briga por ranking/esgotamento/ITF/Copa Davis. Não lembro exatamente quais foram as suas palavras, mas a ideia foi: porque não fazer a Davis de 4 em 4 anos, para ficar um evento super valorizado como uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada? Ele até ressaltou: “Não creio que a realização ano após ano contribua para a sua valorização”. Gente, isso é a mais pura verdade. Pena que certamente vai contra muito interesse financeiro. Mas se os caras tivessem coragem de colocar em prática tal idéia, usando 3 anos para organizar e promover a Davis, poderia ser que as receitas até mesmo aumentassem já que geraria uma expectativa muito maior no público. Enfim, como está, é aquela coisa que todo mundo conhece. Como Federer falou em 2015 depois de ser campeão em 2014 (para a Suíça): “Creio que eu já dei a minha contribuição”. Mas se o cara não tivesse sido curto e grosso tava todo mundo esperando ele e Stan em 2015 (para defender o título), 2016, 2017, 2018…e lá vai cacetada! Isso é um problemão que nenhum tenista pode encarar sozinho porque é capaz da ITF baixar um decreto de que se algum tenista se rebelar contra a Davis fica proibida sua participação nos Slans. A solução seria todo mundo sentar na mesa e discutir os prós e contras de uma tão necessária mudança. (ATP, todos os tenistas, pelo menos o top 100, e ITF.) Só que a parte mais sensível e interessada numa mudança é o top 10, ou alguém acha que se o Goffim fosse número 1 do mundo ia continuar tão envolvido na Davis?

    Responder
    1. Maurício Fonseca

      Acho que a melhor ideia é a do Dalcim (uma semana por ano apenas, resolvendo o campeão ali mesmo). E ainda dou minha sugestão sobre essas ideia (para manter o conceito de 16 equipes no Grupo Munidial).

      . Quatro grupos de quatro, dentro do grupo cada um se enfrenta em três confrontos: duas simples e uma duplas. Os quatro jogadores do confronto tem de ser diferentes!
      . Os campeões de cada grupo fazem a semi, e depois os vencedores fazem a final.
      . Claro, melhor de três sets, e não de cinco sets….
      . Assim, cada jogador jogaria no máximo cinco partidas ( o normal de um torneio regular)

      Ficaria parecido com aquele torneio das Nações que tinha em Dusseldorf (Alemanha).

      Responder
    2. Miguel BsB

      Também concordo muito com o Nadal e seria, com certeza, um evento espetacular, e valorizaria mais a disputa entre nações, como a Copa do Mundo de Futebol.

      Responder
  41. Wilson

    Mestre, honestamente, você acha que o Brasil tem alguma chance? Aliás, mudando de assunto, qual o seu narrador e comentarista preferido para acompanhar as partidas?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, acho que tem em determinadas circunstâncias. Por questões éticas, evito esse tipo de resposta, Wilson. Desculpe!

      Responder
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