Como nos velhos tempos
Por José Nilton Dalcim
20 de janeiro de 2017 às 12:32

A expressão facial de Tomas Berdych ao se dirigir para o cumprimento diz mais do que eu possa escrever neste Blog. Sobrancelha erguida e sorriso amarelo, foi um simples e objetivo ‘hoje não tinha jeito’. Exatamente isso. Roger Federer jogou como nos velhos tempos e, quando o faz com tamanha agressividade, soltura e precisão, é praticamente impossível fazer alguma coisa.

A vitória de Federer não me surpreende – havia dito que Berdych não anda jogando tanto assim -, mas admito que não esperava volume tão grande de jogo por parte do suíço, que sufocou o tcheco a maior parte do tempo. Foi cirúrgico nas quebras, extremamente eficiente com o saque a favor, alongou o forehand e novamente mostrou aquela melhoria no backhand que venho alertando desde a Copa Hopman. Foram 40 winners em 18 games, nove deles de backhand. O último game espelhou com perfeição: quatro bolas vencedoras dos mais variados tipos.

Ainda assim, Kei Nishikori é favorito para ir às quartas de final, o que não é de todo ruim para Federer. O japonês é muito mais consistente no fundo de quadra que Berdych e, se o jogo for à noite como é natural que seja, será mais difícil para o suíço atacar e evitar os contragolpes espertos de Nishikori. A maior chance parece residir no segundo saque pouco contundente do japonês.

Quem sobreviver, terá muito provavelmente Andy Murray pela frente. Sem qualquer sinal da torção sofrida no pé direito do jogo anterior, o escocês jogou como autêntico número 1 diante de Sam Querrey, mesclando excepcionais defesas com ataques fulminantes. Fez de tudo um pouco e só mesmo a quebra cedida no terceiro set prejudicou sua performance. Vai encarar agora o estilo agressivo do canhoto Mischa Zverev, que foi 66 vezes à rede contra Malek Jaziri.

Stan Wawrinka levou um susto no primeiro set, depois dominou Viktor Troicki mas voltou a ter perigosos altos e baixos no quarto set. Sacou duas vezes para o jogo e não aproveitou, um tanto ansioso. Repetiu a falha no tiebreak e aí teve de evitar set-point. Mas já nos acostumamos com essas ‘viajadas’ de Stan. Ele pega agora Andreas Seppi, a quem já enfrentou 15 vezes e somou 10 vitórias, porém não se cruzam há quase três anos.

A outra novidade da chave masculina é o britânico Daniel Evans, um tenista de 26 anos que só agora parece ter encontrado um padrão de jogo. Vale lembrar que ‘Evo’ teve match-point para eliminar Stan na terceira rodada do US Open. Sofreu uma contusão no pé que limitou seu fim de temporada, mas começou 2017 com vice em Sydney. Daí se entender a confiança para tirar Marin Cilic e Bernard Tomic na sequência deste AusOpen, com um tênis gostoso de se ver, em que mescla força e jeito e mostra boa mão com o backhand simples.

Se mantiver tal qualidade, deve ser bem divertido o duelo diante de Jo-Wilfried Tsonga. O francês teve mesmo um jogo duro contra Jack Sock, mas continua a se aproveitar bem da nova velocidade do piso-bola. Disparou mais 23 aces e mostrou ótimo preparo físico para aguentar três sets bem exigentes dos quatro que fez.

A rodada feminina foi acima da minha expectativa. Ótimos duelos, principalmente de Anastasia Pavlyuchenkova em cima de Elina Svitolina, mas também a batalha de 3h36 entre Sveta Kuznetsova e Jelena Jankovic. As duas russas se encaram e quem ganhar deve encarar a veteraníssima Venus Williams.

Duelo também intenso marcou a vitória de Coco Vandeweghe em cima de Eugénie Bouchard. A americana tem um ar um tanto arrogante e por isso mesmo pode dar trabalho à campeã Angelique Kerber. Quem enfim teve uma vitória tranquila foi Garbiñe Muguruza, favorita agora diante de Sorana Cirstea e um desafio para Kerber, já que ganhou os quatro últimos confrontos diretos.

Sábado quente
– Istomin tenta manter embalo e tem chances reais diante de Pablo Carreño. O uzbeque não ganha três jogos seguidos em nível ATP desde o título em Notthingham de 2015.
– Zverev busca quarta vitória seguida sobre um top 10 diante de Nadal. Além disso, será apenas a terceira vez na Era Profissional que dois irmãos chegam juntos às oitavas de um Slam (Gene e Sandy Mayer em Wimbledon-1979 e Emílio e Javier Sanchez no US Open-1991 foram os outros)
– E pode haver um terceiro alemão na quarta rodada, caso Kohlschreiber passe por Gael Monfils. Mas o francês tem 12-2 nos duelos, sendo 4 seguidos.
– Ainda com poucos holofotes sobre si, Raonic tenta quarta vitória em cinco jogos diante de Simon.
– Thiem x Paire e Gofin x Karlovic são duelos inéditos no circuito. Já Gasquet tem 5-1 em cima de Dimitrov e Ferrer, 2-0 sobre Bautista.
– Em chave agora tranquila, Serena volta a enfrentar Gibbs, 92ª do mundo, depois de cinco anos e fica de olho em Strycova, que é favorita sobre Garcia com cinco vitórias seguidas, três em 2016. No lado oposto deste setor da chave, Pliskova já deu dois ‘pneus’ e só cedeu quatro games. Enfrenta Ostapenko, de 19 anos e 38ª do ranking.


Comentários
  1. Sergio Ribeiro

    Moya chega e Rafa Nadal ja’ incorpora o estilo Touro Miura. Grande jogo contra o Garoto prodígio aos 19, Zverev. Alterações substanciais que possam lhe garantir uma possivel volta ao Topo ? Sinceramente não vi. Mas competitivo o suficiente para numa chave sem o N 2, aparecer em mais uma Final. Mesmo numa quadra rapida e atras da linha de base ( isto nao muda mais ), com seu Forehand novamente calibrado, um perigo. Sua leitura de jogo e’ digna dos Grandes Campeoes. Da novíssima geração teremos nas Oitavas apenas o Superestimado ( especialista no Saibro) Dominic Thiem. Da perdida, Grigor Dimitrov ( quem diria) tinha o famoso h2h de 1x 5 frente a Gasquet , Milos Raonic e o Samurai ( este tem que provar que possui vasto Arsenal a cada jogo). Andy neste quadro, continua levando o favoritismo( esta’ jogando muito) , mas convenhamos que surpresas podem ocorrer.Abs!

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    1. José Eduardo Pessanha

      O Nadal de ontem foi o de sempre. Correria, correria, correria. Comemoração de erros não forçados do adversário. Faltou experiência a Zverev. Se tivesse 1 ou 2 anos a mais de bagagem, teria vencido o espanhol por 3 a 0. Meligeni matou a charada: Zverev usou muito pouco a paralela no forehand. Nadal percebeu isso e ganhou vários pontos só na manha, no posicionamento. Abs.

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  2. André

    Repetindo a aposta que fiz antes do torneio começar: semis: Stan vs Murray (ok, como a maioria….) e a outra Nadal vs Dimitrov (essa sim ousada, sem o Djoko)… final de Murray vs Dimitriv com Murray campeão….
    Torcida “de coração” mesmo para um Fedal com Federer campeão…

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  3. Rodrigo S. Cruz

    O Zverev é um excepcional jogador de fundo de quadra, e que backhand eficiente que ele tem.

    Porém, não é um jogador de tanta variação.

    Acho que o Jeremias tinha razão mesmo de achar ele parecido com o Guga…

    Principalmente a postura que o catarinense tinha de se manter sereno, e se salvar nas horas mais tensas e delicadas.

    Hoje, o Nadal ganhou dele foi no físico mesmo.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Eu também não suporto mais a palhaçada…

      Estão deixando de passar jogos imperdíveis do Aus Open pra passarem esse lixo de NBA.

      Agora, passar VT do lixo é o fim da picada.

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    1. julio

      Para Dalcim e Companhia, que muito trucidaram Nadal quando estava em baixa

      O ser humano é muito engraçado, apesar de o tènis ser um dos esportes mais humanos e evoluídos do

      planeta, ainda vemos umas coisas estranhas, como muito se disse sobre o Nadal quando ele estava

      em baixa, que era baloeiro, e tudo o mais, e até que estava velho.
      Mas depois de hoje, vão falar o que?
      As mesmas pessoas vão ovacioná-lo, mas se esqueçem de pedir desculpas, porque todos gostam de

      chutar cachorro-morto.
      Ele demonstrou que está em boa forma, batendo um garoto de 19 anos, que até sentiu cãimbras, se

      ndo que o normal seria o contrário.
      E quanto a Jocko, que eu não torço para ele, não gosto muito dele, mas o respeito, e quando estava

      no auge, ele era o cara e o Nadal era o cara a ser batido.
      Devemos ter amor pelas pessoas, mostrar humanidade evoluída ao se comentar quanquer coisa.
      Quando Jocko perdeu, até senti que algo estava errado, até Becker afirmar que não reconheceu o

      Jocko de sempre, rasgando a camisa, quebrando raquetes, sentimos falta do antigo e não fiquei feliz

      com a sua perda, não fiquei exultante, pois acho que ele mercecia perder de outra forma, e ele

      demonstrou isso também.
      Devemos amar mais as pessoas, nos colocar no lugar delas quando formos fazer qualquer

      julgamento, isso seria o mais correto.
      Vamos torcer para que todos dêem o mehor de si, que ganhe o melhor, sem necessidade de contusão,

      de torções, etc.
      Que Nadal volte a ganhar Slans, Federer também, Jocko também, apesar qe torço para Nadal sempre

      ficar à frente de Jocko, pois também sou humano.

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      1. José Nilton Dalcim

        Olha, Júlio, como você me cita como um dos detratores do Nadal, respondo: criticarei Nadal quando ele jogar mal ou não produzir um tênis digno de sua qualidade. E elogiarei Nadal quando ele merecer, como fez hoje. Simples assim. Abraço!

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  4. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, o Ferrer correu 5310 metros em 4 sets contra o Agut. A título de comparação, Federer correu 1171 metros contra o Berdych, quase 5 vezes menos do que o Ferrer. Esse valenciano merece o nosso respeito. Abs.

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  5. Luis

    Dalcim duas perguntas sobre a camisa que o tenista tem em cada torneio principalmente nos Slam com excesso de Wimbledon so’ o branco rs,e’ o tenista e o patrocinador que escolhem? chamou atenção essa camisa do Federer preto listrado,sobre o Murray pode chegar aos 10 slams?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Geralmente, o patrocinador determina. Mas no caso das grandes estrelas, sim elas opinam. Acho difícil Murray chegar a 10 Slam. Ganhar mais sete indicaria uma média de dois por ano por três temporadas, e ele já faz 30 anos em 2017… não é uma tarefa fácil.

      Responder
  6. FRANCISCO

    Vou repetir um post, com a resposta do mestre Dalcin, porque, como o blog é o maior do Brasil, tem muitos posts, e muitas vezes, muitos não lêem, as veses por falta de tempo.

    O segundo post, mostra claramente a resposta do mestre, em relação a maior e melhor, vide Martina, ou seja, o histórico ao e em prol do esporte pesa, e nesse quesito, além de outros, Roger é imbatível.

    Segue os Posts.

    Ainda acredito que Novak fique entre 14 e 15 Majors, para min hoje, o Rafa está a frente de Novak no Ranking dos maiores de todos os tempos.

    Encabeçado, claro, por Roger em seguida vem o mito, a lenda, Laver. Detalhe, Roger hoje é o MAIOR e Melhor de todos os tempos, até que venha um ser de outro planeta e quebre os recordes que realmente importam, Masters estão na lista 4, Finals em sequência, e lógico os mais importantes o numero de semanas como numero 1 do mundo e o numero de Majors.

    Todavia, mesmo que alguém quebrem esses recordes, continuará sendo o MELHOR de todos os tempos. Por gentileza, não confundam maior e melhor, hoje o maior e melhor, com certeza absoluta, é Roger, se , como falei, alguém quebrar seus recordes, ROGER ficará sendo, mesmo assim, o MELHOR.

    Pessoal, a técnica, plasticidade, beleza em seu jogo, é IMPRESSIONANTE, comparar Roger com Novak, seria como comparar Lionel Messi, nasceu com técnica, com dom, é GÊNIO, assim como Roger, já o sérvio seria Cristiano Ronaldo, esforçado, batalhador, etc.

    Ou seja Roger e Messi são gênios, Novak e Cristiano Ronaldo, craques, a diferença está ai, a diferença entre bom e craque( Novak e Cristiano Ronaldo), e LENDA e MITO( Roger e Messi).

    Ser o maior é ter os recordes, ser o melhor, é técnica, plasticidade, etc.

    Mestre Dalcim concorda que a diferença entre maior e melhor, na sua opinião, seria essa?

    Abraços.

    Responder ↓

    JOSÉ NILTON DALCIM
    20 de janeiro de 2017 às 00:14
    Concordo. Maior remete a números, melhor induz qualidade. Acho que existe ainda um componente que precisa ser colocado na conta, que é a questão ‘peso histórico’. O quanto tal atleta afetou a história do esporte geral e do seu esporte em si. Como exemplo no tênis, eu citaria Borg e Navratilova.

    Responder ↓

    FRANCISCO
    20 de janeiro de 2017 às 06:32
    Entendi mestre, peço que seja sincero, como sábio que é, esse peso histórico, como mencionou, Roger não teria talvez o ‘maior’? Apesar de não ter terminado, sua carreira já está no final.

    Concordo, Borg e Martina são duas lendas, a propósito, entre Cris e Martina (acho que ambas tem 18 Slans), na sua opinião qual seria a maior e melhor das duas?

    E essa que o mestre escolher, estaria a frente ou atrás na história de Serena e Steffi?

    Abraços.

    Responder ↓

    JOSÉ NILTON DALCIM
    20 de janeiro de 2017 às 09:41
    Para mim, Navratilova é a melhor de todos os tempos, juntando todos os quesitos.

    Responder
    1. FRANCISCO

      Perdão pelo tamanho do post, mestre, em relação ao peso histórico para o esporte tênis que mencionastes em relação a Martina e não respondeu quando perguntei, se Roger, nesse quesito, atrair fãs, divulgação do esporte, etc, etc, seria o MAIOR, qual sua opinião?

      Obrigado.

      Mais um vez, perdão pelo tamanho do post.

      Abraços.

      Responder
  7. Erick

    Mestre Dalcim,

    Ontem eu ri bastante. Hoje eu chorei de emoção.

    O que esse rapaz faz dentro da quadra, quando joga dessa maneira, não é outra coisa, senão ARTE.

    Aquele voleio, no primeiro ponto do 5×4,do segundo set, foi para pagar outro ingresso. Matou com uma “Verônica”, lembra?!

    Marcando a viagem para Miami. Vale cada centavo, não acha?

    Se passar pelo japa, e se jogar como hoje passa, o Murray vai ter de suar a camisa, não acha?

    Um grande abraço para você.

    Ouvi falar bem do seu backhand…rsrs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, já superei o estágio ‘Federer’ e a meta é chegar no padrão ‘Stan’… rsrs… Com certeza, Miami sempre é muito legal de se ir e o torneio promete. Abs!

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  8. Alan

    Mestre Dalcin, rotineiramente, ao fim das rodadas dos torneios, fico aguardando seus posts, os quais contêm opiniões sempre abalizadas. Parabéns pela lucidez usual! Concordo quanto ao destacado favoritismo do Murray, que está jogando muito e cada vez mais forte mentalmente. Quanto ao Federer, para além do seu talento descomunal, hoje largamente utilizado, surpreendeu-me mais a sua aplicação tática. Durante toda a partida não forçou um eventual enfrentamento do tcheco na base da pancadaria, mais ao agrado deste, como às vezes, de maneira teimosa, insiste, como a dizer para si e para os outros que pode derrotar os adversários com as armas por eles mesmos escolhidas, donde por vezes se dá mal (vide US Open de 2009). Hoje, não, manteve a variação, tirou o peso da bola, enlouquecendo o oponente que nada tinha a fazer como demonstrou em linguagem corporal. O suíço também foi capaz de, quase na totalidade do jogo, “ficar” na partida sem descambar nos seus já costumeiros “lapsos”, como ele mesmo nominou. Atuação, em todos os aspectos, magistral. Tem uma chave duríssima é bem verdade, mas quão bacana é ver essa lenda atuar…

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  9. João

    Sobre a derrota do Djoko cada um tem sua opinião. Sobre os motivos da má fase, idem.

    Mas sempre me chama atenção a postura de alguns que se dizem torcedores do Djoko. Em primeiro lugar, falam mais sobre o Federer e Nadal do que sobre o sérvio. Em segundo lugar, encaram qualquer elogio ao suíço e ao espanhol como uma indireta ao Djoko, tendo eles a responsabilidade de defendê-lo. Em terceiro lugar, brincam com os torcedores de outros tenistas quando o sérvio vence, mas, em caso de derrota, chamam as mesmas brincadeiras de falta de respeito, cobram mais maturidade nos comentários, etc.

    Não preciso citar nomes, pois todos já estamos cansados dessas atitudes após derrotas desse monstro chamado Djokovic, que perdendo ou ganhando, não muda em nada seu lugar entre os maiores da história.

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    1. Márcio Souza

      Boa João!!!

      Você resumiu corretamente as atitudes de 90% dos que se dizem torcedores do sérvio aqui no blog.

      Quando o sérvio vence sobram ofensas e menosprezo pelos adversários mesmo sendo o Federer e o Nadal, sobre o Murray então nem se fala.

      Mas quando o sérvio perde eles acusam os que lhe enviam respostas como urubus que ficam secando o sérvio, e tentam sempre arrumar uma desculpa pela derrota mas nunca admitem que o outro tenista foi melhor no jogo e as vezes chamam até “pangare” o adversário.

      Ótimo comentário o seu que ilustra corretamente a faceta desses pseudo fãs do esporte.

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  10. Fabio Renato

    Meus cumprimentos ao pessoal do blog e, principalmente ao Dalcim,

    Acompanho este blog (e todas as discussões ferrenhas que ocorrem) já há um bom tempo, mas confesso que nunca postei nenhum comentário.

    O que jogou o Federer hoje deve ter surpreendido vários dos seus fãs (eu fui um deles). É prazeroso ver o Mestre jogar um tênis tão belo.

    O jogo contra o Japa promete, e acho que Roger terá que jogar demais para vencê-lo.

    Mas, independente do resultado… Vida longa ao Rei!

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  11. Carlos Henrique

    Excelente atuação de Federer. Berdych não pode fazer muita coisa, pois nunca teve plano B. O que me chamou mais atenção foi a solidez do backhand, disparando boas paralelas, inclusive.
    Promessa de jogão com o Kei, que tem um repertório maior que o tcheco.
    Outro destaque foi o número 1 do mundo. Tirou para nada o sacador Querrey. Impressiona como ele quase não se complica com esse tipo de jogador (Isner, Karlovic), ao contrário do Nole, que quase sempre corta um dobrado.

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  12. Luis

    Dalcim Federer disse depois da vitoria contra Berdich que a quadra ta rápida e a bola rs,sobre Nishikori disse que e’ tem bons golpes e vai ser jogo diferente que contra Berdich acho o Federer favorito conseguindo um tenis parecido com de hoje contra Tcheco o que acha? Tomara que de Federer x Murray,ainda bem que o britanico poderia não ta 100% rs

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  13. Marcelo

    Lembro que na semi de Wimbledon de 2015 o Federer fez um jogo assombroso. Depois na final veio o balde de água fria. Não acredito que ele mantenha esse nível em jogos contra adversários mais cascudos.

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    1. Sergio Ribeiro

      ” Adversários mais cascudos ” ? SEIS anos mais Velho que Novak Djokovic, o Suíço o enfrentou em 14 Confrontos em SLAM. O Servio possui 2 Vitorias a mais. Na Era Profissional , não a algo parecido entre dois EX-N1do Mundo. Abs!

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  14. Felipe

    No jogo de hoje… 3o set – 1o Game – saque do Berdych – 30×30…
    O que o Federer jogou nos 2 pontos seguintes que garantiram a quebra de saque foi assombroso.
    Não tem como não se deliciar assistindo a pontos como esses.
    Viva o tenis!! E Viva os pontos onde o talento fala mais alto que a força!

    Responder
    1. Alice

      Tomara que você esteja doido, Carlos. Estou na torcida para o irmão dele, o Misha (Haha) que vai enfrentar o Murray, mas é óbvio que sou Nadal… :D

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  15. Luiz Fabriciano

    O que aconteceu com Roger Federer hoje só reforça minha tese de que, quando um top despenca no ranking, o problema será para os outros tops em um eventual encontro entre eles, em rodadas iniciais de um torneio grande. Ou seja, para mim, desde sempre, o problema hoje era para Berdych pegar o #17, sendo esse o Federer, e não o contrário, pois esse último, apesar do ranking, não desaprendeu em nada como se joga, pelo contrário, com um pouquinho a mais de sabedoria, melhora mais ainda o que já era muito bom. Vide Del Potro nas olimpíadas.
    Isso tudo, é claro, com as condições físicas em dia.

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      1. luis moniz

        o nole dominou em quase tudo e mesmo assim perdeu.eu estava mais curioso era para ver os erros nao forçados que o nole tinha feito…ele dessa vez nao chegou aos 100 como tinha acontecido o ano passado com o G.simon..obrigada Dalcim

        Responder
  16. Ernesto

    A “bola de cristal” desse blog está enferrujada mesmo… primeiro “supercampeão rebaixado” fazendo alusão a uma eventual derrota de Federer para Berdich… agora , que Nishikiri eh favorito… melhor trocar de “bola de cristal”…

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  17. Luigi

    Oi Dalcim,
    Fiquei muito feliz em ver o Federer e o Nadal jogando em alto nível de novo, como eles fazem falta! Pena que o Del Potro não veio para completar o quadro.
    Queria fazer uma pergunta: Já que a devolução é tão importante e uma boa devolução de segundo saque poderia encurtar muito o ponto, não consigo entender por que o Nadal continua devolvendo o segundo serviço a 3 metros da linha. Você entende?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, ele quer tempo para golpear com clareza e aprofundar a bola. Mas eu concordo com você que, no piso mais veloz, ele deveria se empenhar em jogar mais perto da linha, como fazia aliás em 2010 e 2013.

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Caramba, que pergunta difícil? Só consultando os universitários… EU ficaria com a Bouchard, porque as outras duas são altas demais… rsrs…

      Responder
  18. Rodrigo S. Cruz

    Bom, pessoal.

    Acho que depois da partida de hoje terei de reavaliar o favoritismo do japa.

    Pra mim, ele ainda é favorito. Porém, se o Federer devolver o que devolveu hoje, não vou ficar nem em cima do muro, sou mais o suíço.

    O segundo saque do Nishikori ainda é um problema evidente, enquanto o do suíço é um dos melhores saques da história, ele parece bastante confiante nele ultimamente.

    E como o backhand melhorou, hein?

    Ainda tinha idiota que dizia que o golpe era um lixo. Impossível ter 17 Grand Slams com backhand ruim.

    Nunca foi medíocre, porém é o seu ponto mais fraco, e precisava de ajustes claros.

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  19. José Carlos

    Que jogo do Roger! Dalcim,se vc fosse apostar nos 5 favoritos a levar o título-dos que ainda estão vivos no torneio-quem seriam seus top 5?em ordem favoritismo os meus seriam: Murray,Stan,Roger,Raonic e Nadal. parabéns pelo ótimo post,como sempre aliás.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Eu respondi algo parecido pouco antes, José Carlos, e acho que é bem próximo do que você postou. Murray é o grande favorito, seguido do Stan.

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  20. Sônia

    Dalcim, essa tal Coco realmente é muito arrogante, talvez ela pense que sendo assim seja legal, a torne mais competitiva, mas acho lamentável, vide a grosseria para com a juíza. O Murray correndo como uma lebre, sem dúvida nenhuma, é o principal favorito ao título, uma verdadeira pedreira para quem o enfrentá-lo, complicado demais. Sobre as oitavas-de-final, estou na torcida para que o japonês quando for jogar contra ELE, tenha o mesmo desempenho que teve contra o Chardy rsrsrs. Agora sobre ELE, como um colega disse no post anterior, Federer em quadra é um ESPETÁCULO, incrível como ELE é amado, incrível. Se irá vencer o próximo jogo (duríssimo, japonês 70% ), pouco importa, mas vê-LO em quadra, efetuando suas mágicas é simplesmente “amazing”. Sinto-me privilegiada em acompanhar essa LENDA, esse SEMIDEUS. E pensar que já O cumprimentei pessoalmente, consegui um autógrafo e troquei umas palavrinhas rsrsrs. Numa realidade brasileira tão sórdida, prestigiar o Lindinho em quadra, com certeza é o melhor entretenimento (perdendo ou vencendo) que eu poderia desejar ao papai do céu. Dizer o quê numa hora dessas? Roger Federer, minha fonte de inspiração, razão por eu amar e praticar esse esporte espetacular… MUITO OBRIGADA, EU TE AMO! (1000x). Beijos.

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  21. Oswaldo E Aranha

    Quero dar os parabéns ao Dalcin e a toda a turma de torcedores do Federer; como Phenix ressurgindo das cinzas ele está trazendo alegria a muitos que estavam frustrados. É saudável torcer a favor e ter retorno; muito melhor do que tentar azarar adversários. Abraços.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Eu particularmente me delicio a cada jogo bem disputado do Federer, Aranha. É um show e fico com tremenda inveja da facilidade com que ele faz coisas que eu não consigo nem com 30 anos de quadra… rsrs…

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  22. Robson

    “federer hj não perderia nem pra Nadal e Djoko do outro lado da quadra”, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    ” Não sei como caras tipo Nadal e Djoko podem ter torcedores”,kkkkkkk
    Essas duas pérolas insanas aí foram ditas por duas federetes no post passado,kd os detetives críticos de plantão pra policiar essas insanidades melosas?
    E olha que o federer venceu um Theco que nem entrou em quadra,uma cara mega,ultra,FREGUÊS de Novak, Nadal e do próprio federer

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    1. Marcos

      Puxa menino, você podia expressar opiniões menos ressentidas. Repense essas suas manifestações. Você fala com ódio, me parece. Eu, que sou um sofasista emérito, aprecio e me deleito com os jogos do Federer, do Djoko, do Nadal, do Wawrinka, Murray, etc. etc. etc. Quem ganhar ganhou. E o cara que ganhou ou perdeu nem sabe que eu existo aqui.Tudo para você é conflito? Discordar dessas suas opiniões tão parciais e paupérrimas é construir um inimigo? Quisso?!! Eu hein Rosa!.

      Responder
      1. Robson

        Cara,não tenho ódio de ninguém, nem de nada graças a Deus.
        Pra vc me chamar de menino,imagino que vc tenha andado lendo apenas o que eu escrevo certo? Pq coisa de menino pra mim é ficar tentando provar que 2+2 dá 5,ou seja,tentando desqualificar tenista consagrado pra tentar qualificar outro tenista consagrado,como se esses tenistas precisassem disso.
        Eu nunca desqualifiquei tenista nenhum em prol do meu tenista favorito Novak Djokovic, pelo contrário, acho que vivemos um momento ímpar, que nunca existiu e talvez nunca voltará a existir,4 monstros do tênis em uma mesma época, Novak, Federer, Nadal e Murray e ainda tem correndo ali por fora o Wawrinka,somos privilegiadas por poder assistir essas feras,ainda que eu não curta ver Federer nem Murray,mas é óbvio que são gigantes.

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  23. Marcão

    Não era esse velhinho que alguns apressados juraram ter visto carimbando a CTPS no guichê de aposentados? Ou pior: que os mais afoitos acreditavam já estar boiando no mar de crisântemos? Amigos, amigos, vamos a essa verdade indesmentível: o tempo do craque não se mede na folhinha. Craques são eternos.

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  24. Pieter

    O show começa antes mesmo do jogo iniciar. Reparem a diferença no barulho que o estádio (lotado, adivinhem porquê?!) faz quando entra o adversário para quando entra o gênio suíço, rs. Chega a ser até engraçado…
    Durante a partida, o show é garantido com um arsenal de golpes único, que quase não se vê mais no circuito atualmente. E tudo executado com uma aparente facilidade e beleza impressionantes. Game, set e match!
    Pensaram que acabou? Que nada! Aí vem uma entrevista pós-jogo, mas ainda em quadra, inteligente, espirituosa, carismática e com evidente alegria nos sorrisos e no olhar. A galera diverte-se e vai ao delírio!
    Recalques à parte mas privilegiados mesmo somos todos nós que podemos assistir a tudo isso, ao vivo e a cores, admirando o genial suíço ou não!
    Bem que poderia seguir encantando para sempre!!!

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  25. Luis

    Dalcim não vi o jogo do Federer mas parece que foi um grande jogo do suíço que Federer conseguiu tudo o que se espera do seu arsenal único no tênis mundial,como disse uma pessoa e voce escreveu no texto o adversário fica com aquele sorriso do que ta acontecendo rs,e’ impressionante o que Federer vence rápido tenistas top da ATP continua rs,lembro daquele US open Federer x Djokovic que o servio venceu depois de salvar match point Djokovic vai pra torcida dizendo quase to tentando rs,aquele 6 x0 contra o servio em Cincinnati um assombro,contra o Murray em um Finals que o Britânico teve que voltar a quadra no outro dia ainda com vergonha rs pra substituir Federer no episódio da briga com Wawrinka,contra o próprio Nadal 6×0 em Finals de Londres,sobre a próxima partida acho que da pra vencer o japonês venceu nos últimos mas Nishikori conseguiu nesses anos jogar bem contra o big 4,Go Roger rs,em um confronto entre Federer e Murray sera’ o melhor jogo do torneio pra maioria que acreditava em final Murray x Djokovic,vamos sonhar com esse Slam do Federer seria mais uma surpresa depois do tempo sem jogar,faltam 4 rs

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  26. Leonardo Freitas

    Este AO está interessante e do lado da chave do Djokovic e com sua derrota ficou tudo em aberto e podemos ter pelo que eu acho de favoritismo umas quartas interessantes com Murray x Federer,Wawrinka x Tsonga,Raonic x Nadal,Thiem x Dimitrov e podemos ter desde Murray (mais óbvio na aposta) ganhando título sem surpresas,Wawrinka (mais imprevisível) aprontando uma das suas,Federer (gênio e gênio) surpreendendo e fazendo final (final dos sonhos podendo ser a última dos dois) com Nadal (de quem nunca se dúvida) o que seria muito doido e a chance de expulsar seus fantasmas com espanhol ou continuar a velha freguesia e o espanhol ressurgir e por fim Raonic,Thiem ou Dimitrov (anos e anos esperando essa geração) vencendo seu primeiro grand slam e talvez a geração nova que não tão nova começa dar indícios de mudança de patamar.Enfim apostas são apostas mas ate que foi divertido viajar nas possibilidades.Abraço a todos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, ele não tem culpa se os organizadores pediram para ele escolher. Na verdade, não foi questão de quadra, mas de horário. Para jogar na Laver, ele teria de jogar mais cedo, então preferiu o outro estádio para entrar mais tarde.

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  27. André Barcellos

    Dalcim, não estava levando tanta fé no Federer, mas tenho que confessar que agora estou esperançoso.
    Acho que contra o japa ele pode vencer, principalmente porque no aspecto mental o japa ainda confessa às vezes. E tende a respeitar o Fedex.
    No mais, acho que ele tem de variar o jogo pra poder vencer, e sempre que encaixar uma boa bola, fazer um aproach e volear.
    Na correria ele não pode com o japa. Tem que ser agressivo como sabe.
    A questão é que ele sabe!
    Depois, provavelmente o Murray, que hoje em dia joga mais, ponto final. Maaaas, temos que considerar que ele não bate o Federer a 5 jogos, incluindo aí um vexame no Finals e um 3 x 0 em Wimbledon, jogo em que o Murray jogou tudo o que sabe, mas o mestre jogou ainda mais, em 2015.
    Esse histórico recente pode colocar uma pequena pulga atrás da orelha do escocês. E se o Federer jogar como hoje, pode ter uma chance sim. Mas tem que manter o nível e acrescentar algo a mais.
    No fim das contas acho que o pior adversário pra ele no torneio é o Nadal. Se ele pegar o instável Wawrinka numa eventual semi, acho que o Stan se enrola.
    Enfim, como fã confesso do suíço, torço pra o raio cair duas vezes no mesmo lugar e ele encaixar uma bela seuqência de grandes apresentações, como já fez no passado.
    Que que seja um Fedal na final.
    Aí haja coração…não custa sonhar.

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  28. Fedal

    Dalcim, o Federer falou em uma entrevista em 2007 que quando vc ganha um Grand Slam pela primeira vez, vc recebe o troféu em tamanho real, mas quando vc ganha mais de uma vez vc recebe ele de tamanho reduzido (com a exceção do US Open, não importa quantas vezes vc ganhe, o tamanho do troféu que o jogador recebe é sempre o mesmo). Se eu não me engano, eu vi um vídeo feito por um fã do Nadal na saída de um hotel na França alguns anos atrás, e o troféu é mesmo pequeno, uma miniatura. Achei horrível.

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    1. José Nilton Dalcim

      Nunca ouvi dizer que o primeiro campeão receba troféu de tamanho natural. Sempre foi uma réplica reduzida. Já vi todos os que Maria Esther e o Guga ganharam, e nenhum é tamanho natural.

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  29. Artur

    Dalcim, se fosse pra vc chutar, como chutaria as chances dos restantes candidatos ao título se serem campeões? Na minha opinião:
    Murray 50%
    Wawrinka15%
    Federer 10%
    Raonic 10%
    Nadal 10%
    Algum outro 5%

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  30. Geraldo Bregagnolo

    Boa tarde Dalcim!
    Invejando Berdich, estou!
    Aula de tênis com o Federer em plena Rod Laver e ainda recebendo para isso…..rsrsrs
    Acho que contra o Nishikori, vai ter que sacar muito, mas muito, senão a coisa vai complicar.
    Acho que o jogo vai ser de dia, quadra muito rápida. Ele leva ligeira vantagem
    Abracos

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  31. Carlos

    Dalcim, consegue ver algum outro top, na idade do Federer, jogando 90% do que ele ainda joga?
    Que jogo bonito! Vai ser uma lástima quando decidir parar.

    Até gosto do Berdych, mas de bom, hoje, ele só apresentou a Satorova…

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  32. Fabio F

    Ótima partida do Federer, parecia à vontade e relaxado. Jogando assim, ele complica a vida de quem quer que seja. Mas não me empolgaria tanto, todos já vimos o suíço alternar ótimas partidas com exibições inseguras. Basta lembrar justamente de seus dois jogos anteriores, por exemplo. A sorte dele é que Nishikori é irregular também, se não estiver num dia inspirado pode até ser atropelado. Tudo dependerá muito do saque de Roger e do estado físico do japonês.
    Dalcim, o que explica a notória maior rapidez do piso nesse AO? Foi algo intencional por parte da organização? Quais jogadores(as) levarão mais vantagem nesse aspecto?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não posso garantir, mas me parece que sim. Até porque ajudaria Kyrgios e Tmic. Na teoria, ajuda os sacadores mas Isner, por exemplo, caiu cedo.

      Responder
  33. Márcio Souza

    Que jogo hoje do GOAT!

    E a cada jogo o ritmo natural e intensidade vem aumentando, é claro que as derrotas podem acontecer isso faz parte do esporte, porém o que mais me anima é ve lo poder jogar e não sentir mais as lesões que o tiraram 6 meses do circuito o ano passado.

    Sejamos sensatos e saibamos que mestre tem 35 anos e não da pra exigir que ele jogue como nos áureos tempos em que ele dominava o circuito, porém é inegavel que ele ainda tem lenha pra queimar e hoje foi mais uma prova disso.

    Lembro que no ano passado ao divulgar o seu calendário, o Federer tinha descartado jogar praticamente quase todos os Masters 1000 no saibro para focar numa preparação melhor para o segundo semestre e para os torneios na grama (mestre Dalcim me corrija se eu estiver errado), entao então por essas e outras que eu acredito que esse final de carreira que pode durar mais uns 2 ou 3 anos como ele proprio ja falou, esta sendo muito bem administrado.

    Federer vai jogar com competitividade todos os torneios que disputar, e os que ele quiser jogar como um ATP 250 em que ainda não jogou ou sei lá, mas o que fica é que ele sabe exatamente o que fazer e quando fazer e a sua equipe com o apoio do Ljubicic que a princípio muitos e inclusive eu nao entendi o que poderia agregar ao seu jogo, vem demosntrando que houve um trabalho específico no backhand que esta mais calibrado (ainda esta longe de ser um primor mas ja tem se mostrado mais eficiente).

    Resumindo eu acredito que o Federer esta sendo bem assessorado e fazendo as coisas certas nesse seu retorno e com a temporada e os jogos sendo bem planejados, poderão ocorrer derrotas e vitórias, o que é normal dentro do esporte, mas que o jogo de hoje nos deu um alento e começamos a ficar com aquela pergunta na cabeça de que “SERÁ QUE DÁ PRA BRIGAR PELO TÍTULO?”, isso com certeza.

    O jogo contra o Japa ira nos responder a muitas de nossas perguntas porque em caso de vitoria, vem o Murray na sequência e ai sim será o teste mais difícil pra saber se ele tem condições mesmo de brigar pelo titulo, por enquanto na minha opinião ele vem fazendo tudo certo, crescendo na hora certa e não sentindo dores, o que ja disse é o principal para termos ele jogando com competitividade o ano todo.

    Sem falar que os demais tenistas do circuito também ja acenderam a luz amarela e devem estarem colocando as barbas de molho, porque o Federer vivo ainda no torneio e jogando o que jogou hoje, o caldo começa a entornar para os outros também.

    Vamos aguardar!

    Responder
  34. Marcos Marinho

    Dalcim, Federer apresentou em alguns momentos uma devolução de saque bem mais agressiva. Antes mesmo saques fracos ele apenas bloqueava. Acredita que ele vá adotar isso como estratégia permanente? Acho a devolução um dos pontos menos eficazes de seu jogo. Contra o serviço mais frágil de Nishikori, seria legal ele atacar na devolução pra poder encurtar os pontos nos games do japa.

    Responder
  35. Mário Fagundes

    Boa tarde, Dalcim! Hoje, depois da exibição de Federer, não pra ficar silente. No post anterior, ao opinar sobre a derrota de Djokovic, que a precoce do sérvio poderia inspirar alguns jogadores. Acho que o primeiro deles a alcançar tal inspiração foi mesmo Federer. Cada jogo é um jogo diferente, sabemos disso. Mas acredito que ele não necessite jogar de forma espetacular para vencer Nishikori. Vamos, Federer!

    Responder
      1. Paulo F.

        Contra o ESPANHOL Rafael Nadal Parera é um absurdo contra Federer.
        Algo tão absurdo que deveriam ter vergonha de dizer que ambos tem rivalidade.
        Rivalidade Nadal tem contra Djokovic, contra Federer a relação é paternidade.

        Responder
    1. Chetnik

      Kkkkk. O Nadal é o jogador mais intenso do circuito, é um verdadeiro “bully”. O Nishikori tem menos personalidade que picolé de chuchu, não assusta ninguém.

      Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        Chet, eu acho que esse físico (ruim) do Japa é mais uma coisa psicológica. Ele tem um corpo quase perfeito para o tênis, exceto pela altura. É rápido, ágil. Não tem nexo esse cara se machucar tanto. Acho FedEx favorito, pois o Nishikori não tem saque. Abs.

        Responder
  36. O JR7

    Em algum post li alguém registrar que Federer fez ao seu jeito mais do mesmo….
    Gostaria que todos os demais jogadores fizessem mais do mesmo ao estilo suíço…

    A questão é: vai existir algum dia jogador que consiga ganhar tanta coisa e ao mesmo tempo ser tão elegante em quadra?

    Responder
  37. André SM

    Dalcim, hoje vi um Federer que utilizou muito bem um backhand sólido na paralela. Essa melhoria do backhand foi apontada por você como uma boa surpresa. Lembro, então, de seu post (“Federer Faz a Oitava Troca. E Talvez a Pior”), quando você demonstrou surpresa na contratação do Ivan Ljubičić pelo Federer, talvez a mais equivocada entre todas as trocas de técnico do suíço. Numa das respostas àquele post, você pontuou que uma explicação para a contratação de Ivan seria a melhora no backhand de Federer.

    Acha que houve evolução nesse aspecto? Apontaria alguma outra, de responsabilidade do não tão novo técnico?

    Grande abraço, parabéns pelo belo trabalho no TenisBrasil.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O backhand parece ser o ponto chave, André. Mas fiz Federer apostar muito no saque aberto no lado ‘iguais’, algo que era bem do Ljubicic também.

      Responder
  38. André

    Dalcim, me recordo do post que dizia que se Federer tvesse sido derrotado cairia para 30 do mundo… agora, por curiosidade, se perder pro japa (torço pelo contrário), qual a projeção da queda? Abraços!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Está em 26º. Pior quadro seria 28º, mas ainda dependendo de um grande azarão avançar. De qualquer forma, dificilmente deixará o top 30.

      Responder
  39. Marquinhos

    Clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap

    Responder
  40. Marquinhos

    Dalcim. Contra Noah Rubin era dia, a quadra estava rápida e Roger não jogou tão bem. Contra Berdych, totalmente o oposto! Será que jogar a noite não é bom para Federer? E discordo, com todo respeito, de você! Federer venceu os três últimos jogos contra Nishi e, o japonês, está longe dos melhores momento. Acho que está 60% x 40% pra Federer!

    Qual seu palpite pro jogo entre os dois?

    Obs: Depois de escrever o que escrevi lembrei que, pra um jogador da idade de Roger, com muito tempo parado, é difícil fazer duas ou três partidas em um nível tão espetacular. Se jogar o que jogou hoje, tem chances reais de vencer o torneio. Se jogar o que jogou contra Rubin, daí fica dificil não perder pra Nishi e, principalmente, Murray.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, acho que a chance do Federer está em ganhar 2 sets rápidos e brigar nos outros 2. Se for longo, um quinto set por exemplo, fica muito mais para o japonês.

      Responder
  41. Ulisses Gutierrez

    Dalcim,

    impecável atuação do suíço. Até parece que não ficou seis meses longe das quadras, não sei como ele consegue fazer isso com tanta simplicidade. Voleios da mais alta dificuldade ele faz com maior naturalidade. Mestre hoje se fosse para cravar uma possível final, qual seria seu palpite. Eu, por exemplo, iria de Raonic vs (Federer/Murray). E vc Dalcim em qual final apostaria?

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  42. Renato Toniol

    Federer deu um show que somente ele pode proporcionar.
    O suíço terá de atuar neste nível se quiser ter chances contra o japonês, pois sabemos que com a idade avançada, beirando os 36, ele não tem pernas para ficar em longas trocas.
    Confesso que dificilmente terei outro ídolo igual a Roger. E olha que fui fã absurdo de Guga. Só para ilustrar a minha admiração pelo atleta e pelo ser humano que é Roger Federer.
    Vida longa ao rei! The king Roger!

    Responder
  43. Carlos

    Federer mostrou um jogo consistente, sem dar chances ao “freguês” Berdych (que nunca dá um passo adiante na carreira). É um tênis bonito de se ver, é uma referência para mim no tênis (gosto de tênis principalmente por causa do Federer). Mas terá uma chave dura pela frente – Nishikori, Murray, etc. Enfim, é torcer para o mestre continuar jogando assim para vencer o japonês e o britânico. E subir ainda mais no meu ranking, que pontua com 4 pontos os vencedores de Wimbledon, três os do US Open, dois os de Roland Garros e um os do Australian Open.

    Responder
  44. Rafael Wüthrich

    Federer tem boas chances contra Nishikori se mantiver o saque e o backhand em dia. É bom lembrar que venceu os últimos 3 duelos, e em tese está fisicamente mais inteiro. Para mim, jogo sem favoritos – pode dar qualquer coisa, desde um 3×0 rápido a uma maratona de 5 sets. Para mim, o teste do suíço será mesmo contra Murray em uma possível quartas de final entre ambos.

    Mais tarde, estarei curioso para saber o que Zverev fará contra Nadal. O espanhol parece completamente recuperado, mais rápido e um pouco agressivo, além de seguro no saque. Porém, o alemão saca muito melhor, e costuma ir à rede. Se o jogo ficar extremamente rápido, a coisa deve desandar contra o espanhol – é bom lembrar que Zverev quase venceu da última vez sendo mero novato.

    Responder
    1. Fonseca

      Nadal vai enrolar o menino Zverev, sem chance pra ele. A chance do alemão era não ter perdido o match-point no único confronto entre os dois (Indian Wells 2016, se não me engano), pois aí já teria iniciado seus confrontos contra o espanhol por cima, e estaria mais forte no psicológico para o jogo de hoje.

      Agora, se fosse o Dustin Brown do outro lado (e na grama, rsrs), coitado do espanhol…. As derrotas de Nadal para Dustin Brown (Halle 2014 e Wimbledon 2015) não foram derrotas normais. Foram surras homéricas, indescritíveis, onde o espanhol mecanizado não sabia o que fazer para enfrentar a avalanche de aces, drop shots, backhand winners, voleios mirabolantes, smashes, coisa de louco…

      Responder
  45. André Borges

    Vi o jogo Federer x Berdych hoje e o resumo foi: O Berdych jogou muito pra perder de pouco. Se tivesse jogado mal ou perdido intensidade seria um daqueles placares 6×2 6×0 6×1. Incrível o que um cara com 35 anos de idade e sem jogar um torneio oficial há 7 meses pode fazer com um top 10.

    Responder
  46. alvaro

    Federer jogou bem contra um adversário que se encaixa no seu jogo (o head-head fala por si), mas com Nishikori a conversa muda, espero que o suiço adapte seu jogo. O japonês saca mal e lento, mas devolve muito mais que o Berdich, sendo mais ágil também. Federer terá que sacar muito, pois nos rallis perde pra consistência do japa, que explorará muito seu backhand. Se passar das oitavas terá Murray, aí acho que ele perde. Mas sempre torço pro suiço, seu jogo é bonito e agressivo.

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  47. Cynthia - Araçoiaba/SP

    Duas surpresas em dois dias!!! Como é bom ver o Federer jogar!!! Tomara q mantenha esse gás e fome, q continue jogando com alegria e solto desse jeito!! Como é mágico poder assistir seu tênis nesse “God Mode” !!!

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  48. Roberto Rocha

    Depois de assistir o jogo do Federer, preciso parafrasear um cronista do futebol espanhol (não consigo lembrar o nome dele), que comparava o Marcelo do Real Madrid com os outros laterais… “Enquanto os outros tenistas vão arando, Federer segue semeando flores pelas quadras…” Foi uma atuação que simplesmente emocionou: saque afiado, devoluções perfeitas, bate-prontos mágicos, tempo de bola incrível, movimentação, intensidade…até seu revés funcionou!!!!! Hoje, o Tênis encarnou-se em um único Homem…e que tremenda alegria ter assistido essa atuação magnífica! Berdych não possui “Plano B”? Na verdade, ele não possui nem “Plano A”…bate na bola com tudo e é isso…possuis poucas variações…e hoje, quanto mais forte batia na bola, mais Federer encontrava o tempo de devolução de saques e golpes. Mas isso não muda nada: Federer veio para o jogo solto e simplesmente arrasou! Que venha Nishikori!!!!

    Responder
      1. Roberto Rocha

        Meu caro Marquinhos, já fui muito mais simpatizante do Nadal (ainda sou…), mas sempre reconheci o tremendo jogador que é Roger Federer…E a partida contra Berdych…não foi um jogo, foi um poema… Forte abraço e viva esse esporte sensacional que é o Tênis!!!

        Responder
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